Atualmente, são sete focos de esgoto em uma extensão que não chega a 300 metros. A comunidade protesta por uma solução.
Atualmente, são sete focos de esgoto em uma extensão que não chega a 300 metros. A comunidade protesta por uma solução.

Laguna

Uma manifestação pacífica tomará as poluídas areias da Prainha do Farol de Santa Marta, em Laguna, neste fim de semana. O objetivo da comunidade é alertar para o histórico problema do esgoto que desemboca na praia. A situação piora a cada ano.

Atualmente, são sete focos de esgoto em uma extensão que não chega a 300 metros. O protesto será feito na forma de um campeonato de futebol feminino, nas categorias mirim e infantil.

“Com dois mil metros de cano, resolvemos a primeira parte do problema, que é coletar o esgoto e tirar da faixa de areia. O segundo passo é a implantação das estações de tratamento”, analisa o presidente da ONG Rasgamar, João Batista Andrade.

Os córregos pluviais são usados para despejar o esgoto ‘in natura’ na Prainha desde o início da década de 80. Há mais de 30 anos, a comunidade pesqueira pede a canalização e tratamento.

Além de tornar a água inadequada para o banho – da região, a Prainha é a que mais aparece no relatório da Fatma como local impróprio -, o problema também já reflete no turismo. A atividade gera renda extra para cerca de 200 famílias da localidade.