Carolina Carradore
Tubarão

Gritos histéricos, cartazes com declarações de amor, roupas coloridas, faixas na cabeça e uma fila quilométrica. Este era o cenário em frente a Hangar Eventos, no início da tarde de sábado. Toda a euforia vinha por conta da apresentação do grupo Restart, o novo fenômeno teen do cenário nacional. Fãs de toda a região cantaram os maiores sucessos junto com os integrantes da banda.

Ansiosas, as primas Letícia Moraes, 10 anos Juliana Moraes, 12, Izabel da Silva, 11, Tamires Gomes, 14, e Patrícia Gomes Moraes, 14, tinham um único objetivo: curtir o show bem pertinho do palco. Para isso, chegaram bem no início da tarde, mas foram surpreendidas com a presença de outras fãs que já aguardavam desde a manhã. Apaixonadas pelo Restart, as meninas lideram um fã clube virtual com mais de mil membros. “Eles vestem roupas coloridas para mostrar que são alegres, que o bom da vida é ser feliz”, diz Letícia, que não esconde a sua preferência por Pelanza, um dos integrantes da banda.

Todas estavam acompanhadas da tia Kátia Gomes, 32 anos, que compartilhava com as sobrinhas a ansiedade. “Por elas, a gente paga esse mico ”, brinca.
Uma turma de meninas de Laguna não escondia as lágrimas de emoção em estar frente a frente com os maiores ídolos. E cor foi o que não faltou para Izadora Pavanali, 13, Nicole Resh, 13, Maria Rute Izidoro, 13, Vitória Effiting, 12, Júlia Martins, 12, e Luana Valério, 14. Óculos de vários tons, calças coloridas… Vale tudo para ficar mais próxima do ‘jeito Restart’ de ser. “Gostamos das músicas românticas e do jeito alegre”, opina Nicole.

Sucesso
Em pouco mais de um ano, a banda Restart chegou a três milhões de plays no MySpace e, mesmo sem o apoio de uma gravadora, foi o segundo mais ouvido no MySpace em 2009, na frente de nomes consagrados como Mallu Magalhães, Jonas Brothers, McFly, NXZero e Fresno.

Lucro com os shows

Se os adolescentes de todo o Brasil aclamam e admiram o Restart, para outros a banda é uma boa fonte de renda. É o caso da família da vendedora ambulante Carla Bumatti, 32 anos. Moradora de São Paulo, ela, o marido e os dois filhos seguem a banda pelo Brasil afora. Eles encaram as viagens dentro de um Doblô que se transforma em uma espécie de barraca com os mais variados tipos de acessórios alusivos ao Restart.

A família segue a banda há mais de um ano e tira o sustento do lucro objetivo com as vendas dos produtos. “A gente vende muito, pois o grupo é um fenômeno. O mais legal é que meus filhos se divertem, participam dos shows e estão sempre comigo”, diz Carla, que compra objetos como camisetas, bottons, fitas e óculos na famosa rua 25 de Março, em São Paulo.