Brasília (DF)

Os alimentos continuarão a pressionar os índices inflacionários, embora a média de preços sinalize queda no ritmo de remarcações. A previsão é da analista de economia Ariadne Vitoriano.
Para ela, a desaceleração observada no cálculo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) poderia ter sido maior. A taxa relativa à terceira prévia de julho, divulgada ontem, indica avanço de 0,56% contra 0,59% da segunda prévia.

Entre os produtos pesquisados pela Fipe, os alimentos tiveram aumento médio de 1,55% na terceira prévia de julho, contra alta anterior de 1,85%. A variação foi a sexta seguida em processo gradual de desaceleração desde a quarta quadrissemana de maio, quando a taxa havia chegado a 3,17% e atingido a maior alta desde dezembro de 2002 (3,36%). O preço das carnes bovinas subiu em média 5,09%, sobretudo peças como músculo (mais consumido em dias frios para compor os ingredientes de sopas), com correção de 12,77%; fígado (12,92%) e costela (9,55%).

Na lista dos produtos in natura, o tomate apareceu como o item mais caro (13,55%). Nas feiras livres da capital paulista, o quilo do tomate chegou a passar de R$ 5,00, mas em alguns pontos de venda já houve ligeira queda. No entanto, o recuo só deve se refletir nos cálculos futuros. Também ficaram mais caros o quiabo (11,21%), a cenoura (4,11%), o chuchu (9,45%) e a abobrinha (6,07%).
Pelas projeções da analista, o IPC da Fipe deve chegar ao fim do ano com alta de 7%.