Santa Cruz do Sul (RS)

As exportações do setor fumageiro bateram todos os recordes no ano passado. Conforme os números oficiais, divulgados esta semana pelo Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo), em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, o volume de fumo exportado pela região sul, em 2007, foi 25% superior ao do ano anterior, totalizando 700 mil toneladas, com um movimento de US$ 2,2 bilhões.

“Entre os fatores que contribuíram para o desempenho estão a qualidade do produto, bem como a venda de boa parte dos estoques remanescentes de safras anteriores”, explica o presidente do Sindifumo, Iro Schünke. Em 2006, as exportações do setor alcançaram 560 mil toneladas, com um faturamento de US$ 1,72 bilhão.

Os números do setor, que colocam o fumo em posição de destaque no ranking das exportações brasileiras, cresceram 140% (em volume) nos últimos dez anos, quando os embarques totalizavam 291 mil toneladas (1998) e valor de US$ 960 milhões. Este expressivo crescimento deve-se à qualidade e integridade do fumo brasileiro, aliado à garantia de fornecimento e, principalmente, sustentado pelo Sistema Integrado de Produção. “Graças ao somatório destes fatores, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial do produto, além do segundo maior produtor”, destaca o presidente.

O fumo produzido no sul do Brasil, onde toda a região do Vale do Braço do Norte está incluída, foi exportado para mais de 100 países. A União Européia continua a ser o principal mercado do produto: absorve 45% do total das vendas, seguido pelo Extremo Oriente (16%), Leste Europeu (14%) e América do Norte (13%). A África/Oriente Médio e a América Latina ‘repartem’ 7% e 5%, respectivamente.