Aline Rebequi
Florianópolis*

Cortar gastos de um lado e gerar mais postos de trabalho de outro. O pacote para estimular a economia catarinense no biênio 2009/2010, detalhado nesta sexta-feira pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), tem o objetivo de recuperar, financeiramente, os cofres do estado, especialmente após um ano marcado pelas catástrofes ambientais e a crise mundial.

Santa Catarina sofreu uma queda de R$ 200 milhões na arrecadação por conta do que o governador chama de “duas pedras no caminho” (enchente e crise) e, por isso, “estancar” a queda da receita significa o primeiro passo para recuperação.
Nesse cenário, a administração estadual pretende continuar a reduzir gastos de custeio, como faz desde 2006. Neste campo está a previsão de economia de 9% em vigilância privada, 46,4% em telefonia móvel 46,4%, além de redução de cargos de confiança. “Já somos o estado com menor gasto em máquina pública, e pretendemos continuar neste ritmo, ou seja, gastar somente para investir”, delineou LHS.

Assim, para retomar o nível de arrecadação dos anos anteriores, LHS pretende apostar no crescimento do setor privado. Na reunião com diretores da Fiesc, foram anunciados todos os investimentos públicos que o governo pretende fazer até 2010, e são eles, segundo o governador, que contribuirão com o enfrentamento da turbulência global e estimularão a economia catarinense.

* Do jornal Notícias do Dia, de Florianópolis, especial ao Notisul.

Investimentos
O plano de investimentos públicos e privados possibilitará a geração de 18 mil novos empregos diretos em todo o estado, que serão possíveis devido à emissão de R$ 15,8 bilhões para os próximos cinco anos por 387 empresas. O plano de investimentos no estado, de R$ 8,3 bilhões, contempla investimentos nos dois setores, até 2010.
Confira os investimentos na esfera pública:
Casan: R$ 847,9 milhões Segurança: R$ 131 milhões
Saúde: R$ 289,5 milhões Celesc: R$ 500 milhões
Deinfra: R$ 448,7 milhões Educação: R$ 1,12 bilhão
SCGás: R$ 150 milhões Grupo Reação: R$ 844 milhões