A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que ocorrem cerca de 800 mil casos de mortes autoprovocadas ao ano, ou seja, uma pessoa a cada 40 segundos. O suicídio é a segunda maior causa de mortes no mundo de jovens entre 15 a 24 anos. Ele ocorre duas a quatro vezes mais no sexo masculino, mas o número de tentativas entre as meninas é maior. Cerca de 1/4 dos jovens entre 18 e 24 anos considerou seriamente suicídio nos últimos 30 dias.

Os jovens estão suscetíveis às mudanças fisiológicas que são características da fase de amadurecimento físico e psíquico. Quem convive com um adolescente, sabe que as mudanças nem sempre são fáceis. Sabemos que essas mudanças fisiológicas podem ser um dos fatores que levam ao desencadeamento de doença psiquiátrica, um gatilho para a pessoa que tem predisposição genética para desenvolver doença mental.

“Por isso, devemos ficar atentos a alguns sinais de alerta: tentativas de suicídio anteriores, falas frequentes sobre morte, pouca esperança com o futuro, tristeza profunda, perder o interesse nas coisas que gostava, afirmações como “não aguento mais”, “eu queria sumir”, “eu sou um peso para os outros”, perdas recentes, impulsividade, ter sofrido abuso sexual ou físico na infância, casos de suicídio na família, dificuldade de relacionamento com pessoas da mesma idade, insegurança, queda no desempenho escolar, crises de raiva, baixa autoestima, atração por comportamentos de risco, inclusive uso de álcool e outras drogas”, explica a Dra Elisa Oenning – Psiquiatra Clínica Provida.

Ela pontua que ao lidar com as frustrações ou quando estão vivendo situações extremas, os jovens podem recorrer a comportamentos de risco e agressivos, sejam com outras essas, sejam consigo mesmos. “É muito importante ficar atento quando já ocorreu uma tentativa prévia, nesses casos ocorre uma chance seis vezes maior de nova tentativa, principalmente nos primeiros três meses seguintes”, detalha.

Fatores importantes que fornecem proteção contra o comportamento suicida são: bom relacionamento com familiares e apoio familiar, integração social, boa qualidade do sono, estilo de vida saudável, aceitar a ajuda de pessoas relevantes, religiosidade, vínculo de trabalho positivo, tratamento adequado dos transtornos psiquiátricos. “Não hesite em procurar ajuda se você ou algum conhecido estiverem precisando, é possível aliviar o sofrimento e salvar vidas! Busque o profissional de saúde qualificado”, finaliza.

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