Manifestações duraram mais de três horas pelas ruas de Laguna - Fotos:Elvis Palma/Divulgação/Notisul
Manifestações duraram mais de três horas pelas ruas de Laguna - Fotos:Elvis Palma/Divulgação/Notisul

Kalil de Oliveira
Laguna

O atraso no pagamento de salários levou os servidores da prefeitura de Laguna às ruas para protestarem nesta sexta-feira. O ato pacífico resultou ainda no protocolo de um mandado de segurança que pede o bloqueio das contas da administração municipal.

Os servidores reclamam que, desde setembro do ano passado, o salário não é pago até o último dia de cada mês, como determina a lei orgânica do município. “A prefeitura vem pagando parcelado por secretaria”, destaca o presidente do sindicato da categoria, Azomar Miranda.

Os protestos iniciaram às 13 horas. Por volta das 16h15min, uma comissão tentou conversar com o prefeito Everaldo dos Santos (PMDB), mas foi recebida pelo secretário de finanças, Henio Marcelino Cardoso. Em seguida, o grupo foi até o Fórum da Comarca para protocolar uma ação judicial. “O juiz está envolvido com as eleições, mas conversamos com o secretário dele. Na segunda-feira deve nos receber”, explica Miranda.

Os manifestantes pedem ainda a diminuição dos cargos comissionados e reclama do excesso de aluguéis para as repartições públicas. Uma nova reunião deverá ocorrer nesta segunda-feira, às 18 horas. 

A prefeitura de Laguna tem 1,3 mil servidores, dos quais 430 são filiados ao sindicato. A categoria prepara novas manifestações nos próximos dias, caso não cheguem a um acordo.   

Pagamentos serão feitos até sexta-feira, diz prefeitura
Parte dos servidores de Laguna recebeu esta semana. A informação é do secretário de Finanças, Henio Marcelino Cardoso. “Assim que temos os recursos, fazemos os pagamentos. Antes de sexta-feira teremos cumprido a folha”, garante. Henio justifica que a administração sofre com a queda na arrecadação. Em Laguna, 41% do IPTU é inadimplente e, em virtude da crise financeira e a diminuição do repasse do Fundo de Participação dos Municípios e outras verbas federais, a arrecadação caiu pela metade. “Estamos com o Refis até o dia 22 de novembro para as pessoas negociarem as suas dívidas com a prefeitura com desconto de 50 a 90%. Também estamos agindo firmes, executando e notificando as dívidas. O movimento é perfeito em questionar a prefeitura e por ser pacífico. Vamos conversar novamente na segunda-feira”, esclarece o secretário.