Amanda Menger
Tubarão

O governo do estado tem até o dia 17 para cumprir as reivindicações dos servidores da área da segurança pública. Caso contrário, agente prisionais, monitores e o quadro administrativo da secretaria estadual de segurança pública e defesa do cidadão entrará em greve a partir da zero hora do dia 18. A decisão foi tomada ontem, em assembleia geral da categoria, em Florianópolis.

“O governo encaminhou o projeto do plano de cargos e salários à assembleia legislativa hoje (ontem). Mas isso não é suficiente para interromper a mobilização. Decidimos manter o estado de greve e paralisar as atividades no dia 18, se o governo não atender os nossos pedidos”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina, Mario Antonio da Silva.

Os servidores reivindicam o pagamento do risco de vida e a extensão do benefício aos agentes e monitores que ainda não o recebem. Outro ponto da pauta é o pagamento do abono também ao servidores administrativos. O valor é pago desde agosto para os demais funcionários da segurança pública. Além disso, eles reinvindicam o aumento do vale-alimentação de R$ 6,00 para R$ 12,00 por dia. Hoje, o estado tem 2,4 mil servidores nesta situação.

Saúde
A greve dos funcionários públicos da saúde prosseguiu ontem. A adesão é centralizada na Grande Florianópolis e em Joinville. Na Amurel, nenhum dos 86 servidores paralisou as atividades. Os atendimentos de urgência e emergência continuam, por isso, o Samu funciona normalmente. O procedimento é adotado também nos hospitais administrados pelo estado na capital e em Joinville. No Hemosc, os doadores são recebidos normalmente. Foram suspensas as cirurgias eletivas nos hospitais estaduais e no Centro de Estudos e Pesquisas Oncológicas (Cepon). A categoria reivindica um aumento de 16,75% sobre o piso e o aumento do vale-alimentação, também de R$ 6,00 para R$ 12,00 diários.

Mobilização do judiciário é suspensa

A paralisação de duas horas dos servidores do judiciário programada para ontem foi cancelada. A medida foi tomada há uma semana. Isso porque a comissão nomeada pelo Tribunal de Justiça para retomar as negociações comprometeu-se em atender as três principais reivindicações da categoria.

No dia 21 de outubro, funcionários de diversas comarcas e do TJ, em Florianópolis desligaram os computadores (foto) e suspenderam o atendimento por duas horas. Os servidores reivindicam aumento do vale-alimentação de R$ 600,00 para R$ 800,00 (que será pago na folha de outubro). Além disso, o tribunal estudará a incorporação de um abono de R$ 100,00 ao salário, pago há alguns anos. Para isso, é preciso elaborar um projeto que será apreciado no TJ. O outro ponto é a liberação de um dirigente sindical, o que deve ser resolvido logo.