Servidores do judiciário passaram o dia de ontem assim: parados em forma de protesto. Eles reivindicam a votação e implementação do novo plano de cargos e salários, acordado com a administração do Tribunal de Justiça (TJ) em 2010
Servidores do judiciário passaram o dia de ontem assim: parados em forma de protesto. Eles reivindicam a votação e implementação do novo plano de cargos e salários, acordado com a administração do Tribunal de Justiça (TJ) em 2010

Angelica Brunatto
Tubarão

 
A frase “Chega de enrolação” contrastava na camiseta preta usada pelos servidores do poder judiciário de Santa Catarina ontem. A greve de 24 horas, realizada pela categoria, teve impacto no andamento do sistema em todo o estado, o que mostra a força dos trabalhadores.
 
Em Tubarão, 60 dos 110 servidores aderiram à manifestação. Além das camisetas, uma faixa foi estendida logo na entrada do fórum. O objetivo: protestar. Os trabalhadores pedem a aplicação de um novo plano de cargos e salários há dois anos.
“Já possuímos um, mas é muito arcaico”, explica o membro da comissão local  do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciários de Santa Catarina (Sinjusc), Manoel Matias Ferreira. Na última semana, a administração do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ) anunciou que a implementação da reivindicação não é viável financeiramente. 
 
As negociações foram fechadas. A expectativa dos servidores é que esta postura do tribunal seja revista e o novo plano, conforme acordado entre as partes em 2010, seja votado na próxima quarta-feira.
 
“Nosso receio é que o documento não seja aprovado”, lamenta Manoel. O movimento  de ontem, avisa o sindicalista, poderá transformar-se em uma greve por tempo indeterminado. A possibilidade, ainda que distante neste momento, não está descartada. “Tudo isso será discutido em uma nova assembleia estadual,  ainda sem data marcada”, antecipa Manoel.