Servidores participaram de uma reunião em Brasília este mês para discutir a situação.
Servidores participaram de uma reunião em Brasília este mês para discutir a situação.

Karen Novochadlo
Tubarão

Melhorias nas condições de trabalho são a principal reivindicação dos funcionários do INSS. Além dos protestos que já têm sido realizados nas agências, existe a possibilidade da realização de uma paralisação de três dias no próximo mês, caso as negociações não avancem.
No início deste mês, representantes de servidores de várias cidades do Brasil reuniram-se em Brasília para discutir a situação, quando foi sugerida a paralisação. Outras exigências da classe são o retorno para a jornada de trabalho de 30 horas e a realização de um concurso público para a contratação de novos servidores. Eles reclamam, por exemplo, de que precisam conceder uma aposentadoria em 30 minutos, mas o sistema utilizado cai e dificulta o cumprimento do prazo.

O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal no Estado de Santa Catarina ( Sindprevs/SC), Valmir Braz de Souza, explica que também pedem a incorporação da gratificação, que equivale a 70% da remuneração, ao salário. “Muitos servidores em período de se aposentar não podem fazer isso porque perdem parte do salário”, explica Valmir.
De acordo com os cálculos do sindicalista, até 2014, dois terços do servidores do INSS podem aposentar-se, o que torna ainda mais importante a realização de um concurso público. Em agosto, 212 funcionários da gerência de Florianópolis pegaram licença médica.

No próximo dia 21, os servidores votarão em assembleia estadual se a paralisação será feita ou não. Em seguida, a decisão será levada para uma reunião em nível nacional.
Enquanto isso, são realizadas negociações com o governo. Se houver avanço, o movimento será abortado. Por agora, a realização de uma greve está descartada.