#PraCegoVer Na foto, um membro da Defesa Civil de Santa Catarina olha como ficou a situação da Serra do Corvo Branco, entre Grão-Pará e Urubici, depois das fortes chuvas da semana passada. Ao fundo, um grupo de pessoas conversa
Diversos trechos da parte não pavimentada da Serra do Corvo Branco estão praticamente sem passagem - Foto: Divulgação

O trecho da SC-370 que corta a Serra do Corvo Branco, entre Grão-Pará e Urubici, é um dos mais belos de Santa Catarina, mas também um dos mais traiçoeiros e perigosos, em especial pela própria geologia do lugar. As chuvas da semana passada corroboram exatamente isso. A serra literalmente desabou. O trecho entre a comunidade do Aiurê, em Grão-Pará, e o topo, em Urubici, está completamente interditado. Em algumas partes, a estrada sumiu. A passagem só é possível a pé, com muita coragem e cuidado, por um mínimo trecho perto da encosta. Nesta quinta-feira (12) à tarde, o secretário de estado da infraestrutura, tenente-coronel Thiago Vieira, grupo de engenheiros da pasta e membros da Defesa Civil de Santa Catarina, além dos gestores das duas cidades, percorreram o caminho para fazer um levantamento mais preciso dos estragos. Não são poucos.

A maior parte do  percurso precisou ser feito a pé. A Serra do Corvo Branco está completamente interdita desde a última quarta-feira (4). Até então, foram possíveis serem feitas apenas imagens aéreas, pois não havia como transpor a grande quantidade de pedras e terras que desabaram sobre as pistas. Os prejuízos estão em toda a serra, inclusive nos trechos já asfaltados. Na parte ainda de chão batido, o problema é muito maior – e pior. Com o levantamento feito onde e como foi possível, agora o Governo do Estado estudará a melhor forma de reconstruir o traçado. Desde a quinta-feira (6) da semana passada, equipes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e da Defesa Civil atuam no local removendo terra, pedras, árvores. Por enquanto, a notícia segue a mesma: não existe previsão para a reabertura da Serra do Corvo Branco.

Nos pontos com asfalto, onde houve grande erosão e parte das pistas também sumiram morro abaixo, deverá ser feito um trabalho de recomposição do solo antes de qualquer outra obra para recuperar o pavimento. A cabeceira da ponte sobre o Rio do Bispo que desabou deverá ser recomposta, mas igualmente sem prazo para ocorrer até o momento. Na mesma SC-370, mas no KM 115, em Grão-Pará, o trânsito anteriormente em meia pista devido a queda de barreira, foi totalmente liberado. Além da Serra do Corvo Branco, a Secretaria de Estado de Infraestrutura fará o trabalho de recuperação da SC-108, a principal ligação entre Santa Rosa de Lima e Rio Fortuna. O acostamento e uma das pistas na altura do km 290  foram levados pela força das águas. Uma enorme rachadura se abriu bem no meio das pistas devido a erosão do solo. Também não existe prazo definido para o trabalho ser feito

Fonte: Defesa Civil de Santa Catarina e Secretaria de Estado de Infraestrutura
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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