Liliane Dias

Tubarão

Você já tentou imaginar como deve ser a vida do papai Noel e de todos que se relacionam com ele? Além da convivência, várias iniciativas podem surgir pela influência do bom velhinho. A vida de Cristiane Evaldt Esterchotter Nunes, de 20 anos, é um exemplo disso. A jovem é filha de Geraldo Luiz Esterchotter Nunes, de 52 anos, conhecido há 32 anos como papai Noel em Tubarão.

Desde menina, Cristiane sempre gostou de acompanhar o seu pai nas suas ‘andanças natalinas’. Quando estava com 10 anos começou a acompanhá-lo como mamãe Noel. A paixão por seguir os passos do pai foi tanta que já se passaram 10 anos e ela permanece ao lado do bom velhinho.

“Adultos são crianças cansadas que nunca deveriam perder o espírito de alegria que está dentro de si. Como mamãe Noel e papai Noel somos muito gratos por estar no meio de pessoas carismáticas e amorosas. Cada ano é e sempre será um aprendizado para cada um de nós”, define Cristiane quando fala de sua atuação neste período.

Ela conta que toda a família se envolve no período natalino. “De outubro em diante a família participa, mas é mais nos bastidores. É arrumar roupa daqui e dali, bater fotos nossas todos os anos. Mesmo com toda a correria sempre conseguimos passar o nosso Natal em família almoçando todos juntos”, detalha.

Todo o fim de ano, as famílias comemoram entre si o Natal. O deles sempre foi diferente. “Para ele sempre foi tranquilo. Sempre com o carisma e um lindo relacionamento com as crianças e familiares. Sempre foi tão lindo ver os olhos das crianças brilharem ao ver o papai Noel que ter que dividi-lo nunca foi problema. Ficamos felizes em recepcionar não apenas crianças, mas sim adultos e idosos que acabam se emocionando ao verem o papai Noel”, acrescenta.

A escolha da profissão

Cristiane afirma que a admiração vai muito além do período natalino. “Ele sempre foi e sempre será minha inspiração. Não é à toa que ele é professor e eu estou estudando para ser professora também. Desde cedo sempre gostei de crianças e nada me dava aquele estralo na cabeça, até que ele começou a cursar pedagogia e me apaixonei ainda mais. Há 12 anos ele é professor e posso afirmar que ele se inspirou pelo amor que as crianças transmitem”, pontua.

Fato marcante

Entre as várias histórias que eles têm para contar, a mamãe Noel relembra a de uma criança que tinha deficiência visual. “Ele tateava o papai Noel, mexia na barba e a mãe dele dizia que ele ‘enxergava’ o papai Noel por meio das mãos. Ano passado essa mãe voltou na casa e ao ver o papai Noel ela se emocionou e relatou que o filho havia falecido. Hoje mesmo uma criança pediu para o papai Noel por favor prender os bandidos”, acrescenta.

Para Cristiane entre as coisas mais gratificantes é se deparar com os sonhos das crianças. “São crianças pedindo até mesmo carinho! Às vezes o abraço de uma pessoa carinhosa, que é apenas uma simbologia do Natal é muito importante, mas nunca deixando de lado o verdadeiro espírito natalino que é o nascimento do menino Jesus”, finaliza.