Imagem aérea mostra a enchente que retira de casa mais de duas mil pessoas de casa no município do Oeste do Rio Grande do Sul - Foto: Prefeitura de Alegrete/Divulgação

A semana começa com enchentes no Sul do Brasil e deve terminar com ainda mais enchentes em razão de um novo episódio de chuva extrema. As inundações atuais ocorrem no Centro-Oeste do estado gaúcho nas bacias dos rios Quaraí, Vacacaí e Ibirapuitã, consequência da chuva da primeira metade da última semana que trouxe acumulados de 290 mm em Quaraí e de 200 mm em Rosário do Sul e Livramento.

Em Alegrete, que decretou situação de emergência, o nível do Rio Ibirapuitã está oscilando e na medição da manhã deste domingo (1), teve nova pequena alta. A leitura da régua no final da manhã mostrou 11,98 metros acima do normal.

As oscilações são consequência da chuva que caiu na área de Livramento na metade da semana que passou com a vazão agora alcançando Alegrete. Mais de duas mil pessoas seguem desalojadas e desabrigadas no município do Oeste gaúcho pela enchente.

Os afetados pelas inundações recebem auxílio da Defesa Civil, bombeiros, equipes da Prefeitura e de forças do Exército. Já em Quaraí e Artigas, cerca de mil pessoas ainda são atingidas pelas inundações trazidas pela cheia do Rio Quaraí.

O nível do rio estabilizou e a tendência é baixa durante os próximos dias. A Prefeitura de Quaraí, assim como Alegrete, decretou emergência pela enchente. São Gabriel também sofre com inundações que são resultado da cheia do Rio Vacacaí.

No final do sábado (30), a régua instalada na parte inferior da ponte que liga os bairros Mato Grosso e Bom Fim media 5,25 metros acima do normal. São Gabriel tem 172 residências atingidas pelas cheias, o que corresponde a 900 pessoas afetadas pela enchente e 170 estão desalojadas.

Com a subida das águas, ponte na localidade do Passo do Pedroso desabou, o que impede o acesso de veículos à zona rural pela RS-630. Nos próximos dias, a tendência é que as águas gradualmente baixem e a situação aos poucos comece a se normalizar no Oeste do Rio Grande do Sul.

Na Metade Norte gaúcha e em Santa Catarina, entretanto, com um evento de chuva excepcional em algumas áreas, e risco de volumes tão altos quanto 400 mm a 500 mm em alguns pontos, a situação tende a se deteriorar muito com elevação de rios, cheias e enchentes que podem ser graves em algumas localidades.

Todos os rios da Metade Norte do Rio Grande do Sul, particularmente os das bacias do Nordeste gaúcho, e do Centro, Leste e Sul de Santa Catarina exigirão muita atenção pelo potencial de cheia. Mesmo o Rio Uruguai pode vir a enfrentar nova cheia, desta vez pelos acumulados muito altos no começo da bacia, especialmente no Rio Pelotas.

Os rios que exigirão maior cuidado pelo alto potencial de cheias são o Tubarão, Urussanga, Araranguá, Pelotas, Uruguai, Mampituba, Antas, Caí, Taquari, Paranhana, Gravataí e Jacuí, assim como afluentes. Outros rios da Metade Norte gaúcha e de Santa Catarina podem igualmente apresentar forte elevação em consequência da chuva volumosa.

Como consequência dos altos volumes no Norte e no Nordeste do Rio Grande do Sul, é alto o risco de cheia do Guaíba na segunda semana de maio, quando chegará a vazão excessiva da chuva desta semana nas bacias dos rios que contribuem com o lago e desaguam no delta do Jacuí.

Todas as bacias contribuintes estão compreendidas na área que devem ter os mais altos volumes de precipitação, sem mencionar que a própria chuva que pode ser volumosa na capital e área metropolitana na primeira semana do mês já contribuirá para a alta do nível, mas sem causar cheia no primeiro momento.

 

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Fonte: MetSul