O proprietário da agropecuária e pet shop Quatro Patas, Gladston Buri, alerta que as pessoas devem pesquisar e verificar a procedência antes adotar um bichinho para não ter problemas depois
O proprietário da agropecuária e pet shop Quatro Patas, Gladston Buri, alerta que as pessoas devem pesquisar e verificar a procedência antes adotar um bichinho para não ter problemas depois

 

Karen Novochadlo
Tubarão
 
Um bichinho pode trazer grandes alegrias a uma família. Contudo também traz responsabilidades. Um cachorro precisa de muito mais do que atenção. Necessita de alimentação, passeios e outros cuidados especiais. 
 
“As pessoas têm que se conscientizarem que um animal não é só para dois meses, mas para no mínimo dez anos. Com as novas rações, a longevidade aumentou”, avisa o sócio-proprietário da agropecuária e pet shop Quatro Patas, Gladston Burin. 
 
O tamanho, a raça e o sexo importam e muito na hora de escolher qual cão será adotado. Um labrador ou um pastor, por exemplo, não podem ser criados em locais com pouco espaço. Algumas raças não se adaptam com crianças, como o chow-chow. Verificar a procedência também é indicado.
 
Ao conhecer os pais do cão, as pessoas podem ter uma ideia de como será o temperamento quando ele ficar maior. “Às vezes, um micro toy pode virar um micro leão”, brinca Gladson. Por isso, pesquisar é muito importante.
 
O sexo do bichinho também deve ser levado em consideração. “Muitas pessoas preferem fêmeas, por causa da demarcação de território do macho, mas esquecem que elas entram no cio”, alerta Gladson. Para uma cadela não procriar, o indicado é aplicar a vacina anti-cio a cada seis meses ou optar pelo procedimento de castração, feito por um veterinário. 
 
Outro quesito importante a ser levado em conta, é o tempo que cada dono tem para cuidar do animal. A maioria dos abandonos ocorre no verão, quando os donos viajam para as praias.
 
8 filhotes abandonados
Ao adotar um bichinho, o dono deve ficar ciente de suas obrigações e deveres. O abandono de um animal é um crime. O comerciante Alessandro Caporal Fernandes passou por um sufoco na semana passada. Alguém abandonou oito filhotes em sua casa.
“Não é por que tenho afeição e piedade por animais que tenho de arcar com responsabilidades dos outros. Se os donos se mobilizassem, conseguiriam alguém que cuidasse entre vizinhos e amigos”, analisa. Antes de adotar um novo amigo, as pessoas precisam avaliar se dispõem de tempo, espaço ou recursos.