Wagner da Silva
São Ludgero

Mesmo após a audiência pública desta semana, a questão da segurança pública continua indefinida em São Ludgero. Moradores e lideranças do município deram prazo de dez dias para a secretário estadual de segurança pública, Ronaldo Benedet, apresentar uma solução. Caso nada de concreto ocorra, uma comitiva local irá a Florianópolis para reforçar o pedido junto ao comandante geral da Polícia Militar, coronel Luiz da Silva Maciel.

A comunidade pede o aumento do efetivo da Polícia Militar de São Ludgero. O principal argumento é quanto ao aumento de crimes como furtos e arrombamentos. Contudo, na prática, os registros mostram o contrário, já que a maioria das vítimas não registra a ocorrência. Desta forma, fica complicado para o estado confirmar a necessidade de mais policiamento.

Benedet reforçou que a responsabilidade de aumentar o efetivo é do comando geral da PM e não da secretaria de segurança pública. “Fiz o que estava ao meu alcance. Sempre que o município fez o pedido, o encaminhei. Não posso intervir em questões internas”, lamentou o secretário.

Apesar da região contar agora com um melhor estrutura na Guarnição Especial da PM, cuja sede é Braço do Norte, a população quer pelo menos três policias por dia nas rondas. Hoje são dois. “O que vale para nós é policiais na rua. A sensação é de insegurança”, enfatizou o presidente da câmara, Edemilson Daufembach (DEM).

Executivo aposta em solução

Após ouvir os argumentos e a promessa do secretaria estadual de segurança pública, Ronaldo Benedet, o prefeito de São Ludgero, Ademir Gesing (PMDB), e o vice, Cláudio Becker (DEM), acreditam que a situação será resolvida em breve, antes mesmo de Benedet deixar o cargo para dedicar-se a sua campanha para a câmara federal.

O vereador José Morgan Mattei (PSDB) tem opinião contraria. “Ficou claro que os policiais decidem. Se é o comandante geral da Polícia Militar quem determina então para quê secretário de segurança pública?”, questionou o vereador, indignado.

Mattei ainda anunciou que se o prazo de dez dias expirar e nada for solucionado, ele e os colegas de partido – vereadores Amilton Becker e José Allein – procurarão o governador Leonel Pavan (PSDB). “Só sairemos de lá quando o problema for resolvido. Quero ver se a ordem do governador não será cumprida”, disparou Mattei.