Brasília (DF)

A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno sobre a disputa pela presidência da república, aponta a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 54% dos votos válidos, contra 46% do candidato do PSDB, José Serra. Os votos válidos são obtidos a partir da exclusão dos brancos, nulos e indecisos. Caso fossem considerados os votos totais, a petista fica com 48% e Serra, 41%. Brancos e nulos somam 4%, e indecisos, 7%.

No primeiro turno, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a apuração, Dilma registrou 46,9% dos votos válidos contra 32,6% de Serra. Marina Silva, do PV, obteve 19,3% dos votos válidos.

O levantamento também mostrou as intenções de voto dos dois candidatos por regiões. No sudeste, Serra tem 44%, e Dilma, 41%. No sul, o tucano aparece com 48%, e a petista, com 43%. No nordeste, Dilma tem 62%, contra 31% de Serra. No norte e centro-oeste, Serra tem 46%, e Dilma, 44%.

Conforme os dados, a petista lidera entre os homens com 52% contra 39% do adversário. Entre as mulheres, eles aparecem tecnicamente empatados: Serra tem 44%, e Dilma, 43%.

A pesquisa
A margem de erro da pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Para o levantamento, foram realizadas 3.265 entrevistas na última sexta-feira. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35114/2010.

Marina diz que decisão de diretórios regionais não influenciará convenção do PV
A senadora e candidata no primeiro turno à presidência pelo PV, Marina Silva, disse neste domingo que a decisão de diretórios regionais, como o do Distrito Federal e o do Pará, de antecipar o apoio no segundo turno, não sinaliza o posicionamento nacional que a legenda adotará a partir da convenção do dia 17.

Ela ressaltou, no entanto, que o estatuto do PV permite que a “minoria vencida” manifeste-se de maneira contrária ao que for acordado em nível nacional. A candidata não quis antecipar, no entanto, se isso representa uma postura pessoal.

Marina acrescentou que, pessoalmente, defende que os diretórios regionais posicionem-se com base em uma análise programática e não de acordo com a “velha visão de troca de apoio por cargos ou por questões de afinidades pessoais”.

Sobre a posição pessoal que adotará de apoio ou neutralidade neste segundo turno, Marina Silva disparou que não pode ter “a falsa modéstia” de que boa parte do seu eleitorado, no primeiro turno, aguarda sua decisão para ajudar na escolha que fará nas urnas no dia 31.

O PV encaminhou à Dilma Rousseff e José Serra dez pontos que o partido julga fundamentais para nortear a postura a ser apresentada na convenção. Ela defende que as negociações sejam conduzidas sob o viés do “amadurecimento político” e não movidas por qualquer caráter de interesse eleitoral.

Para a senadora, a sociedade deixou um recado nas urnas, no primeiro turno, que desejam manter os avanços sociais, mas que não serão complacentes com eventuais erros.