SCGás bate recorde de novas ligações

Com 1.901 novos consumidores de Gás Natural, a SCGÁS bateu o recorde de ligações em 2021. O crescimento é de 11,36% em relação a 2020, o último melhor resultado. A demanda maior obrigou a companhia a construir 84 quilômetros de rede de distribuição no ano passado. Um crescimento de 51% em relação ao total de redes implantadas no período anterior.

Ao todo, Santa Catarina concentra 18.634 clientes diretos de gás natural, entre indústrias, unidades residenciais, estabelecimentos comerciais e postos de combustíveis. São 112.353 usuários de Gás Natural Veicular (GNV), conforme dados do Denatran.

Com 1.840 novas unidades no ano, o segmento residencial foi o que mais cresceu em número de clientes: 11,78%, o que materializa o resultado da parceria com construtoras e as destacadas vantagens do gás natural em centros urbanos verticalizados.

SCGás aplicou R$ 70 milhões em projetos, materiais e obras de ampliação da rede no ano passado.

No que se refere a investimentos para ampliação de rede, foram destinados R$ 70 milhões em projetos, materiais e obras de ampliação da rede no ano passado. Com 21 anos de distribuição, Santa Catarina já concentra mais de 1,3 mil quilômetros de rede.

Atualmente, a rede passa por 69 cidades, incluindo a oferta através do modal de operação com Gás Natural Comprimido (GNC), no qual o insumo é distribuído por via rodoviária. Com esses dados, o Estado tem 23,39% das cidades com o insumo, segundo melhor índice nacional.

Entre as obras de ampliação da rede realizadas, destaca-se o Projeto Serra Catarinense, com a construção de 17,4 km de rede, um investimento de mais de R$ 18 milhões. O projeto, que completou dez anos em 2021, vai levar a rede de distribuição até Lages a partir de Indaial.

Desde 2020, Lages já é atendida pela rede local e isolada, projeto pioneiro em Santa Catarina, e abastecida com o modal GNC, que garante o fornecimento do energético ao município até a chegada da rede estruturante, prevista para 2024.

Esse projeto contribui com a estratégia da concessionária de desconcentração da oferta de Gás Natural do litoral. Destacam-se também investimentos em Garuva, para construção de 11 km de rede, interligando, principalmente, indústrias da região.

No vale do Itajaí, foram construídos cerca de oito quilômetros de rede para manter a estabilidade operacional do sistema frente ao aumento da demanda de gás na região. Além de obras para atender novas indústrias, foram realizadas obras de ampliação no mercado urbano em São José e Balneário Camboriú, entre outros.

 

Consumo também aumenta no Estado
O exercício anterior marcou também recordes de volumes de vendas de gás natural em Santa Catarina. Houve aumento de 11,83% em relação ao distribuído em 2019, ano anterior à pandemia, e 19,85% quando comparado ao consumo de 2020.

Com 334 indústrias, o setor produtivo foi o que mais utilizou o insumo: uma média de 1.826.369 metros cúbicos por dia, valor que corresponde a 84% do total consumido no Estado. As indústrias catarinenses ocupam a quarta posição no consumo do país.

O mercado de GNV também registrou recordes em 2021 em Santa Catarina.

No período, a SCGÁS ultrapassou a marca de 12 bilhões de metros cúbicos de gás natural fornecidos aos consumidores catarinenses nos 21 anos de operação. O mercado de GNV também registrou recordes em 2021. A frota catarinense consumiu 391 mil metros cúbicos por dia do combustível em dezembro, melhor média histórica deste mês.

Em 2021, o consumo de GNV cresceu 13%. É o maior patamar de vendas dos últimos noves anos, com alta acumulada de novos usuários (carros emplacados em Santa Catarina) de quase 25% em cinco anos, com mais de 21,7 mil novos usuários.

 

Resultados econômicos
Pela primeira vez na história, a receita da SCGás ultrapassou os R$ 2 bilhões e a distribuidora encerrou o exercício de 2021 com lucro líquido de R$162,73 milhões, quase 80% do previsto. O resultado foi impactado, principalmente, pelos R$ 89 milhões de receita extraordinária referente ao processo de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.

Esses resultados foram alcançados devido à segurança regulatória, pois a empresa retomou sua capacidade financeira e recuperação do caixa operacional, podendo ampliar ainda mais os investimentos para implantação de novas redes nos próximos anos.

Alguns desafios também marcaram a última temporada, como a limitação na capacidade de transporte, o que dificultou a entrada de novos supridores. Na conjuntura internacional que afeta Santa Catarina, o ano também foi marcado pelo aumento dos custos de aquisição de molécula devido às cotações do dólar e, principalmente, do petróleo tipo brent, além do efeito inflacionário que assumiu caráter mundial.

 

 

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