Carolina Carradore
Tubarão

Santa Catarina registrou 11 casos confirmados de malária este ano. Na região, três pessoas apresentaram os sintomas, após contrair a doença em outros estados. Assim como a dengue, a malária é erradicada em Santa Catarina desde 1986.

Na semana retrasada, uma mulher que havia contraído malária no início do ano voltou para o hospital com os mesmos sintomas. Como ela não continuou o tratamento de forma adequada, voltou a ficar doente. Segundo informações da 20ª gerência regional de saúde, ela foi medicada e passa bem. A paciente é esposa de um caminhoneiro e viajou no início do ano para uma região endêmica.

Assim como a mulher, os outros dois casos de malária registrados na cidade em 2010 são referentes a pessoas picadas pelo mosquito Anopheles, transmissor da doença, em outros estados.

Dos 11 casos registrados em Santa Catarina, apenas em um deles, segundo a responsável pela epidemiologia da malária em Santa Catarina, Eida França, foi diagnosticado o protozoário Plasmodium falciparum, espécie que causa a malária mais grave. Um homem teria viajado à África do Sul, onde foi picado pelo mosquito. O restante dos casos é a malária causada pelo protozoário Plasmodium vivax, espécie que provoca recaída.

Capacitação
Santa Catarina passa a qualificar os profissionais da saúde na luta contra a doença. Ainda este mês, reuniões técnicas serão realizadas com todos os técnicos das regionais de Santa Catarina, com o intuito de passar os novos avanços contra a malária.

A doença

• O que é malária?
É uma doença febril, aguda, transmitida por um mosquito do gênero Anopheles. Também é conhecida por maleita, paludismo, febre terçã, febre quartã, sezão.

Como se pega a doença?
Pela picada de um mosquito Anopheles, infectado. Em geral, isso ocorre quando se viaja para uma área de ocorrência de malária, como a região amazônica, Rondônia, Pará, Rio Grande do Sul e a África do Sul.

Quais os sintomas?
Crise de febre, dor de cabeça, fraqueza, dores musculares, calafrios. A febre pode ser muito alta, até 41°C. A doença pode evoluir com gravidade e levar à morte.

Como se confirma o diagnóstico?
Através de um exame de sangue muito simples, chamado “gota espessa”, realizado gratuitamente na rede de saúde.

Existe tratamento?
Sim, e os medicamentos são eficazes. A doença pode ser curada. Os medicamentos para malária são fornecidos gratuitamente pelo Ministério de Saúde e distribuídos para os municípios, através das unidades de saúde.

Quem pode pegar a doença?
Qualquer pessoa, de qualquer idade. E quem já teve malária pode pegar de novo. Não existe vacina para malária.

Como evitar a malária?
As pessoas que se deslocam para áreas de ocorrência de malária devem tentar evitar o contato com o mosquito, usando roupas adequadas, repelentes nas áreas expostas do corpo, colocando telas em portas e janelas e usar mosquiteiros.