Karen Novochadlo

Tubarão

A insuficiência renal é um problema sério. Atualmente, 145 pessoas da Amurel realizam hemodiálise três vezes por semana na clínica de Tubarão. Em Santa Catarina, cerca de 300 pessoas aguardam por um transplante de rim. A semana de prevenção e combate às doenças renais, realizada em todo o estado, destaca a importância da realização de exames para detectar falência nos rins e incentivar a doação de órgãos.

Em Tubarão, a Sociedade Amigos Transplantados e Insuficientes Renais de Amurel (Satira) distribuiu panfletos em postos de saúde e algumas escolas para alertar sobre a importância de fazer os exames. Membro do conselho da entidade, Terezinha Coutinho foi umas das responsáveis por distribuir os panfletos, enviados pela Sociedade Brasileira de Nefrologia.

O exame creatinina e urina I auxilia a prevenir problemas e, consequentemente, a insuficiência renal. Pessoas hipertensas e diabéticas são mais propensas a estas doenças.

Terezinha viveu o drama da insuficiência renal através do pai, que fazia diálise peritonial. Hoje, ajuda outros que sofrem do mesmo problema.

O presidente da associação, Edson Neves Furlaneto, destaca que a Satira, além de prevenção, também auxilia doentes a conseguirem exames, cadeiras de roda, cestas básicas. A entidade não recebe subsídios do governo e iniciou um trabalho para recolher cestas básicas para pessoas de baixa renda. Para contribuir, você pode ligar para 9901-5940 e 3626-9083 e conversar com Edson.

Como saber se você tem uma doença renal

• Pressão alta.
• Inchaço (sobretudo no rosto, nas pernas e no corpo todo).
• Sangue na urina.
•Cólica renal causada por cálculos (pedras).
• Infecção urinária.
• Palidez cutânea.

Aposentado espera na fila do transplante

O aposentado Edson Neves Furlaneto considera-se uma pessoa feliz. Seu rosto sorridente esconde que, três vezes por semana, vai à clínica de hemodiálise realizar o procedimento de filtragem do sangue. Rotina que segue há sete anos e dois meses. Edson entrou este ano para a fila de transplantes de rins.

A doença de Edson é hereditária. A sua mãe sofria da mesma condição, que é o rim policístico. Os rins do aposentado aumentaram de tamanho, chegaram a ter quatro e cinco quilos cada um e precisaram ser retirados.

A hemodiálise, que possibilita que viva normalmente, causa desfarelamento dos ossos e dor. Segundo Edson, por causa do tratamento, teve insuficiência cardíaca, fez uma ponte de safena, uma mamária e trocou uma válvula.

A rotina na clínica é puxada. Das 6h30min às 11 horas, fica ligado à máquina. Quando volta para casa, fica de repouso, às vezes até as 19 horas. “Hoje, estou acostumada. Mas no começo era difícil, porque tivemos nos adaptar com os cuidados. Não podemos viajar ou nos afastar por mais de dois dias”, conta Rosa Marques Furlaneto, esposa de Edson.

A vontade de viver vem do amor que provém do filho e da mulher. Com todos os problemas, Edson reuniu forças para fundar a Sociedade Amigos Transplantados e Insuficientes Renais de Amurel (Satira) e auxilia pessoas em situações piores que as dele.