Wagner da Silva
São Ludgero

Se o momento para a saúde já não é bom, uma ordem judicial na qual a administração de São Ludgero fica obrigada a atender as necessidades de um paciente com câncer, inviabilizou a licitação para a comprar de medicamentos.

Conforme a ordem da justiça, a prefeitura precisará disponibilizar 18 doses da vacina Herceptin 400 miligramas ao paciente. O problema está no valor da medicação: R$ 12 mil por dose. A secretaria de saúde e promoção social conseguiu o mesmo remédio pela metade do preço (R$ 6 mil a dose), o que dará uma despesa de R$ 108 mil em dez meses, período em que devem ser aplicadas as injeções.

O alto valor reflete diretamente sobre na aquisição de outros medicamentos, também de obrigação do município prover – caso dos remédios para hipertensão e diabetes, por exemplo. Com isso, a compra destes produtos foi suspensa e, o que ainda há a disposição, será racionado. “Como temos que cumprir esta ordem judicial, não sobrou alternativa senão suspender a compra de outros medicamentos e racionar o que temos”, lamenta a secretária Janete Felippe Pavanatti.

O município recorreu em instância superior, neste caso o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ/SC). A secretária frisa que o paciente não deixará de ser atendido até o resultado do tribunal.