Cíntia Abreu
Tubarão

Terrenos entulhados de lixo e a proliferação de animais que colocam em risco a saúde humana são dois problemas enfrentados pelos moradores do bairro Santo Antônio de Pádua, em Tubarão. Indignados, eles cobram uma solução rápida das autoridades municipais. O representante comercial Luiz Gomes explica que o pátio de sua casa foi invadido por lagartas.

O problema é o terreno do vizinho, completamente tomado pelo lixo. “Estamos a procura do proprietário do imóvel, pelo que sabemos um catador de papelão, mas ele nunca está em casa. Nada contra ele, mas o acúmulo de lixo afeta toda a comunidade. É uma questão de saúde pública”, argumenta Luiz.

A aposentada Nilba Corrêa conta que ela e os vizinhos entraram em contato com a Vigilância Sanitária da prefeitura de Tubarão para tentar solucionar o caso. “Vieram aqui e disseram que não podiam fazer nada, que não são eles os responsáveis por fiscalizar os terrenos”, lamenta Nilba. Luiz confirma a dificuldade para resolver o assunto. “A vigilância passou o caso para o departamento de meio ambiente, que passou para a secretaria de agricultura, que repassou novamente para o meio ambiente. Eles dizem que não limpar a propriedade”, explica Luiz.

Diante disso, Luiz resolveu solucionar o problema por conta própria. “Contratei uma pessoa para dedetizar meu pátio e me responsabilizei por invadir o terreno vizinho”, afirma o representante comercial. Com isso, a questão dos animais indesejáveis foi minimizada, mas o lixo, que também propaga doenças, continua.

Departamento de meio ambiente sabe do problema
O engenheiro do departamento de meio ambiente da prefeitura de Tubarão, Rui Rufino, garante que o órgão já está ciente do problema no bairro Santo Antônio. Segundo ele, o proprietário poderá ser multado se não limpar o local. O valor da multa é de 1 a 4 Unidades Fiscais do Município (UFM). Cada unidade tem o valor de R$ 81,92. “No caso deste terreno, a infração custará R$ 320,00 ao proprietário”, informa Rufino.

A diretora do departamento, Luciana Nogueira Lavina, reforça a importância de informar o departamento sobre terrenos com lixo. “Nossa intenção é sempre resolver o problema. A reclamação pode ser anônima, caso não queiram comprometer-se”, sugere Luciana.