sábado, 25 abril , 2026

Saúde dos idosos é objeto de pesquisa

Tubarão

As pessoas com idade superior a 60 anos representam 13% da população brasileira. O aumento populacional de idosos gera várias consequências. Entre estas, maior prevalência a doenças, maior frequência de internações, tratamentos longos de saúde, entre outros. Isso gera uma sobrecarga no sistema de saúde. Outro fator que não ajuda é que a maioria dos idosos não pratica atividades físicas.

Fabricio de Souza realizou esta pesquisa no mestrando do programa de pós-graduação em ciências da saúde da Unisul, campus Tubarão. “Efeito da atividade física nas condições de saúde, no uso de medicamentos e na qualidade de vida de idosos” foi apresentado pelo acadêmico nesta sexta-feira, no salão nobre da universidade. A pesquisa foi orientada pelo doutor Daisson José Trevisol.

O objetivo do estudo foi verificar se há associação entre o nível de atividade física e uso de medicamentos, qualidade de vida e variáveis relacionadas à saúde. Diferente do exercício físico, a atividade física pode ser considerada qualquer movimento corporal que gera gasto energético acima dos níveis de repouso. Isso inclui desde tricotar até realizar alguma atividade doméstica, como passar uma vassoura pela casa ou ir a pé até o mercado.

A pesquisa
A amostra foi feita com mulheres idosas que frequentam os grupos da Fundação Municipal de Desenvolvimento Social de Tubarão. No município, há um total de 12 mil idosos. Das 800 pessoas cadastradas, 306 fizeram parte da seleção. As principais características das candidatas são idade média de 71 anos, 90% caucasiana, 59% vive com companheiro, 74% estudou de 1 a 4 anos, 87% é aposentada ou pensionista, 80% nunca ingeriu álcool, 86% nunca fumou e 69% é sedentária.

O resultado
A avaliação revelou que as mulheres ativas são mais jovens, consomem menos medicamentos, apresentam melhor qualidade de vida e menor índice de depressão. Os dados são chocantes: 98% usam medicamento. Dessas que utilizam remédios, 43,8% é polimedicação, quando se usa mais de cinco tipos. “Isso revela que a maior expectativa de vida não significa qualidade de vida. Temos que tomar cuidado para que se atinjam ambos”, disse Fabricio. O estudo também revelou que quanto mais velhas, menor era o índice de atividades. Enquanto na faixa etária de 60 a 69 anos, 52% realizam atividades, apenas 7% das que têm mais de 80 anos praticam.

 

 

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