A situação de milhares de pessoas na região, ao aguardar pelo Governo do Estado, é desanimadora. São anos de espera por cirurgias eletivas que não têm previsão de ocorrerem, enquanto novas cirurgias são marcadas e se acumulam as 8,7 mil já em espera no Sul do Estado. O número compreende os municípios das regiões de Criciúma (Amrec), Araranguá (Amesc) e Tubarão (Amurel).

Na tentativa de diminuir a fila de espera, entre os dias 18 e 24 de fevereiro deste ano o Governo do Estado promoveu a realização de 249 cirurgias na região. Mas isso não interferiu muito na gigantesca fila de mais de oito mil pacientes aguardando ansiosamente para resolverem problemas que podem não ser urgentes, mas afetam a qualidade de vida das pessoas. Ou pior: eram procedimentos eletivos quando forma marcados, mas agora evoluíram para doenças mais série e potencialmente graves.

A 33ª Promotoria de Justiça da Capital, com atribuição estadual na área da saúde, tem inquéritos civis instaurados para averiguar a fila de espera por cirurgias de doenças específicas. Há apuração sobre demanda reprimida de cirurgia para retirada de pedra da vesícula (colecistectomia); na realização de procedimentos cirúrgicos neurológicos para remoção de tumor (câncer); para tratamento renal; de angioplastia intraluminal de casos dos pescoços ou troncos supra-aórticos (com stent não recoberto); e sobre a morosidade da fila de consulta/procedimento cirúrgico na especialidade de urologia.

O Promotor de Justiça Fabrício José Cavalcanti avalia a possibilidade de instaurar um procedimento único para apurar a situação de todas as filas de espera de âmbito estadual para cirurgias de todas as especialidades. Segundo informações levantadas pelo Ministério Público Estadual, mais de 140 mil catarinenses esperam por uma cirurgia eletiva.

 

Com informações do TNSul

 

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