Bertoldo Weber
Santa R. de Lima

O projeto de revitalização de Santa Rosa de Lima tem sido elogiado, contudo, a coleta e tratamento de esgoto não estão inclusos na proposta, o que foi questionado pelo presidente da câmara de vereadores, Rudinei Pacheco (PSDB).

Segundo ele, a rede de esgoto deveria ser feita antes das obras previstas no projeto de revitalização. “Não me manifestei antes porque acreditava que a rede de esgoto estava incluída”, observa. Atualmente, uma parte do esgoto sanitário da cidade vai para fossas e outra parte ao rio Braço do Norte. A responsabilidade pela coleta, tratamento de esgoto e pela distribuição de água no município é da Casan.

O presidente do legislativo acrescenta que a falta de saneamento não “combina” com o título recebido de Capital da Agroecologia com o potencial turístico da cidade. “A revitalização é elogiável, mas o saneamento é o primeiro passo”, lembra. Para ele, o meio rural está mais avançado na parte do tratamento do esgoto doméstico do que o perímetro urbano.

O chefe de gabinete da prefeitura, Dairson Vandresen, esclarece que os recursos são liberados de fontes diferentes. “Não existe má fé. Os recursos do projeto de revitalização que será executado em três partes é oriundo do Ministério das Cidades. Já o outro projeto, que trata de saneamento, é liberado pela Funasa. Se existisse possibilidade de incluir o saneamento no projeto de revitalização, teríamos feito. Tentamos antecipar a liberação de um e atrasar o outro, para executar as obras por completo, mas não deu certo”, explica.

Para Vandresen não opção. “Pelo fato de existir a possibilidade de o projeto de saneamento não ser liberado antes, nós nos antecipamos e no projeto de revitalização optamos por uma lajota especial que se, no futuro precisar mexer, será mais fácil”, ressalta.