Os santos são aqueles que conseguiram fazer vida ao projeto de Deus para as suas existências. A memória dos santos faz ver que é possível viver o amor de Deus e nos lembra que somos chamados a fazer o mesmo que eles.

Nesta quinta-feira (8), a igreja celebra santa Pelágia, uma jovem da cidade de Antioquia, na Turquia, ela viveu na época da perseguição do Imperador Diocleciano. “Foi uma jovem muito corajosa, chegando ao ponto de doar-se totalmente por amor a Cristo. Tinha 15 anos, quando sofreu o martírio. Os soldados quando foram buscá-la para levá-la ao tribunal, condenada por ser cristã, subiu até o seu quarto atirando-se pela janela. De plena consciência, entrega a sua vida por amor e fidelidade”, explica o pároco da Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, do bairro Morrotes, em Tubarão, Paulo Rodrigues.

No cristianismo, é complexo estabelecer um perfil do que seja uma santidade. Santo Agostinho é venerado pela excelência de suas obras teológicas. Santo Antão, porque iniciou a tradição dos eremitas. Frei Galvão tinha pílulas capazes de curas sobrenaturais – ainda que fossem potentes placebos. Joana D’Arc pegou em armas contra a Inglaterra.

Além da fé em Cristo, não há nada de muito semelhante entre essas pessoas ou entre suas histórias. Ainda assim, há um senso comum do que deva ser uma pessoa santa. A figura que logo vem à cabeça é alguém profundamente religioso, dedicado a ajudar o próximo, desapegado dos bens materiais (embora não sejam tão raros os santos ricos em vida).

Pode ser um velho guardião de certa sabedoria, uma espécie de guru. Ou um herói da sua comunidade. Pessoas com essas características são reconhecidas como especiais e cultuadas não apenas sob o guarda-chuva do catolicismo. Estão em outas religiões também – ainda que a canonização tenha deixado o termo “santo” imediatamente associado à cultura católica.

Entre em nosso canal do Telegram e receba informações diárias, inclusive aos finais de semana. Acesse o link e fique por dentro: https://t.me/portalnotisul