Segundo o Inmetro, o uso de kit ou peças não homologadas pode provocar gravíssimos acidentes, inclusive explosões na hora de abastecer o veículo - Foto: Julio Cavalheiro | Governo de Santa Catarina

Conforme estimativa do Conselho Estadual de Combate à Pirataria (Cecop) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), pelo menos 50 mil veículos com sistema de GNV instalado de forma clandestina circulam por Santa Catarina. Mais do que um problema de arrecadação, o uso de kit piratas pode provocar explosões, gravíssimos acidentes e geram danos para o meio ambiente. Para que o uso do GNV seja seguro em veículos, a instalação deve ser realizada por uma oficina credenciada pelos institutos de metrologia, que certificam todo o processo, inclusive a qualidade do equipamento utilizado no carro.

“Esse comércio de equipamentos irregulares, grande parte comprado pela internet, coloca em risco não só quem adquiri esse kit, mas todos que trabalham diretamente com a instalação e abastecimento do GNV pelo risco de explosão”, alerta o presidente do Imetro-SC, Rudinei Floriano. Para proteger o consumidor catarinense, o Cecop formalizou uma denúncia sobre a pirataria e venda irregular de kits GNV ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

Presidente do conselho catarinense, Jair Antonio Schmitt anuncia que o Estado atua para normatizar e regulamentar o Kit GNV e pretende criar regras que dificultem o uso de peças e componentes sem certificado de qualidade e segurança. O Conselho Nacional confirmou que já na próxima semana encaminhará ofício para as plataformas e-commerce, no qual solicitará a proibição de venda deste tipo de produto em virtude do alto nível de periculosidade na instalação e utilização destes equipamentos.

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