#ParaTodosVerem Na foto, trabalhadores que atuam na indústria de aves
As carnes de aves mantiveram-se como o principal produto exportado por Santa Catarina no primeiro semestre, com 15,9% do total - Foto: Ueslei Marcelino | Reuters via Agência Brasil | Divulgação

Santa Catarina encerrou o primeiro semestre deste ano com recorde no comércio exterior após seis meses consecutivos de máximas na série histórica, iniciada em 1997. As exportações nos primeiros seis meses somaram US$ 5,8 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 13,5 bilhões. O aumento na cotação de preços e a retomada da corrente internacional estão entre as razões que ajudam a explicar os bons resultados na balança comercial catarinense, conforme aponta os dados levantados pelo Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

“O Estado teve uma participação de 3,6% do total de exportação brasileira no primeiro semestre deste ano. O crescimento das vendas para o exterior, principalmente de produtos de alta intensidade tecnológica, demonstram a competitividade e a qualidade da nossa indústria no mercado internacional”, avalia o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar.

Durante o período, os principais mercados de Santa Catarina continuam sendo os Estados Unidos (18,4%) e a China (13,6%). Os Estados Unidos vêm puxando a expansão das exportações catarinenses de motores elétricos, partes de motor, madeira serrada e obras de carpintaria para construção. “Devido à desaceleração da economia chinesa, as exportações catarinenses para o país sofreram redução no primeiro semestre. Apesar disso, Santa Catarina diversificou e fortaleceu outros mercados internacionais, principalmente na União Europeia, Oriente Médio e Oceania”, completa Aguiar.

O sobe e desce nas vendas de carne de aves e suína
As carnes de aves mantiveram-se como o principal produto exportado por Santa Catarina no primeiro semestre, com 15,9% do total. De acordo com a economista do Observatório Fiesc, Mariana Correia Guedes, focos de influenza aviária em diversas partes do mundo, assim como a inflação de alimentos substitutos, permitiram o aumento na demanda pelo produto catarinense, enquanto ocorrem quedas nos estoques mundiais. Houve um crescimento nos embarques do produto para Filipinas, Coreia do Sul, Chile e México, com contribuição importante para o resultado.

Por outro lado, as vendas de carne suína tiveram queda em relação ao primeiro semestre de 2021, ocasionada em parte pela normalização da produção chinesa após a crise sanitária de peste suína africana. Ainda assim, o produto manteve-se como o segundo mais exportado do estado. Conforme análise do Observatório Fiesc, a queda foi amenizada pelo aumento das vendas catarinenses a outros países, casa das Filipinas, que passou a ser o segundo principal mercado do produto catarinense nesse semestre. O estado também aumentou as vendas para a Rússia nesse mesmo período. O resultado sustenta Santa Catarina como o principal exportador de carne suína entre os estados brasileiros, com market share de 56,9%.

Fonte: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

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