Wagner da Silva
São Ludgero

Além de contar com um serviço de referência no abastecimento de água e coleta de esgoto, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de São Ludgero poderá gerar energia, através da transformação de gás. A possibilidade passou a ser estudada após a instalação das lagoas de tratamento. Hoje, o gás metano produzido no tratamento dos dejetos é queimado. Estudos demonstram que a manobra é viável.

A ideia é realizar uma parceria com o setor privado, ou mesmo com incentivos públicos. O investimento de recursos próprios da autarquia está descartada. Recentemente, representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) avaliaram a possibilidade de investir na produção. “Mesmo que nosso foco seja a água e esgoto, nada impede aproveitar o gás gerado. Mesmo porque teremos 100% de reaproveitamento. Se existir a possibilidade, é preciso aproveitar”, considera o diretor Jackson Buss.

Diariamente, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município recebe 800 metros cúbicos de dejetos humanos por dia. Uma média de 11 litros por segundo. O material é armazenado durante vários dias e, através de uma série de mecanismos, é feito o processo de purificação. “Sempre trabalhamos com foco no futuro. Por isso, a capacidade de produção é três vezes maior, o que sustentaria o projeto”, argumenta Buss.

Ainda não se sabe o volume da produção, mas o diretor do Samae demonstra interesse na execução do projeto. “Se alguma entidade ou empresa se interessar, estamos abertos para uma parceria saudável”, incentiva.