Priscila Alano
Jaguaruna

Frustração. Esta foi a sensação dos funcionários da prefeitura de Jaguaruna ontem quando chegaram ao banco para sacar o salário referente ao mês de junho. O valor não foi depositado pelo poder público, conforme havia garantido o vice-prefeito, Lourisvaldo Felisbino Constante, o Loro, segunda-feira.

A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Jaguaruna (Sinserj), Zaine Alves Savi Goulart, entrou ontem com um pedido de mandado de segurança para garantir que o repasse seja efetuado para todos os funcionários. Os servidores reclamam que estão com suas contas atrasadas, e que não conseguem fazer um planejar mensal. “Não sabemos mais qual dia vamos receber os nossos salários. Estamos nesta insegurança há mais de quatro meses”, conta uma funcionária.

O vice-prefeito explica que houve um erro de cálculo na tesouraria da prefeitura, mas que hoje serão liberados os salários para os colaboradores que atuam nas secretarias de educação e obras. “Não temos recursos suficientes para pagar a remuneração de todos os funcionários amanhã (hoje), cerca de 70% estará liberado. Os colaboradores das outras secretarias devem receber na próxima quarta ou quinta-feira”, adiantou Loro.

De acordo com o vice-prefeito, os gastos para recuperar as estradas após as chuvas foram além do esperado, o que ocasionou o atraso nos pagamentos. “Priorizamos pagar os fornecedores. Precisávamos dar condições de trafegabilidade no município”, alega Loro.

Luta pela classe

A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Jaguaruna (Sinserj), Zaine Alves Savi Goulart, afirma que a entidade luta para que a lei orgânica do município seja cumprida. O artigo 238, no inciso 7, dispõe como direito específico dos servidores públicos municipais a percepção dos vencimentos até o quinto dia útil do mês subsequente.