Tatiana Dornelles
Tubarão

Em repúdio aos baixos índices de reajuste salarial praticados pelo governo federal, os aposentados resolveram reunir-se e lutar por uma aposentaria mais digna. Para demonstrar essa insatisfação com o que ocorre há muitos anos, cerca de 1,5 mil pessoas estarão amanhã, na ponte de Cabeçudas, em Laguna, onde fecharão a BR-101.
A manifestação é organizada pela Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas de Santa Catarina (Feapesc), em conjunto com a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), e terá a participação das 50 associações filiadas à federação, bem como de sindicatos, trabalhadores e aposentados.

“Sairemos de Tubarão com um ônibus e muitos irão de carro. Vem representantes de todo o estado, do meio-oeste, oeste e norte, além do sul. Nossa luta é quanto à aprovação do projeto de Paulo Paim sobre o reajuste único das aposentadorias e pensões com o mesmo índice do salário mínimo, entre outros fatores”, explica o presidente da Associação dos Pensionistas, Aposentados e Idosos de Tubarão, Antônio João Rodrigues.

O projeto de lei 01/07 estabelece a vinculação entre o índice de reajuste do salário mínimo e dos benefícios, foi aprovado no senado, mas falta o aval da câmara dos deputados. “Levaremos faixas exigindo igualdade do índice do mínimo e usaremos camisetas com os dizeres: ‘Brasil, um país de quase todos’. Será um movimento bem forte”, considera João Antônio.

Para entender
De 2004 até o início deste ano, os aposentados e pensionistas da Previdência Social que ganham acima de um salário mínimo amargam perdas que já chegam ao índice de 67,26% nos benefícios salariais, conforme dados da Federação das Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap). O percentual foi calculado em um levantamento sobre a diferença entre os índices de reajuste do piso nacional e dos segurados em 15 anos (de 1994 a 2009). Se o ritmo se mantiver, todos os benefícios do INSS terão equiparação ao piso num prazo de 12 anos.