Os santos podem ser designados como padroeiros de causas específicas, profissões, invocados contra doenças ou catástrofes, mas apenas no conhecimento popular, pois estas denominações não constam na doutrina oficial da Igreja Católica. O que vale para o catolicismo como reconhecimento oficial é a chamada canonização.

Cada santo carrega uma história de vida que pode e deve ser lembrada como exemplo de ações, que o ser humano pode e também deve copiar. Daí a importância de se referenciar e de certo modo homenagear os servos de Deus, que fizeram a diferença na vida de muitas pessoas.

Normalmente são pessoas comuns que dedicaram as suas vidas a Deus e ao próximo. Nesta segunda-feira (5), dois santos são lembrados: a grande apóstola da Divina Misericórdia, Santa Faustina Kowalska e São Benedito. Ele conhecido como protetor da cozinha, dos cozinheiros, contra a fome e a da falta de alimentos.

O padre Rafael Uliano diz que o dia destes santos são comemorados com muita estima pela igreja Católica. “Hoje as nossas preces, as nossas orações sobem aos céus por intermédio de São Benedito e de Santa Faustina, especialmente por aqueles que receberam de seus pais o nome de Benedito ou Faustina”, comenta.

 

Santa Faustina

A apóstola nasceu em 25 de agosto de 1905, em uma pequena aldeia polonesa de Glogowiec. Seus pais, humildes camponeses, eram cristãos fervorosos, transmitiram-lhe uma fé profunda e autêntica.

Aos sete anos, Faustina sentiu a designação para a vida religiosa. Porém, não teve autorização dos pais para seguir o seu chamado. Terceira de dez filhos, ela deixou a escola, depois de três anos, para trabalhar como doméstica em casa de famílias ricas para manter o seu sustento e de sua família.

Aos vinte anos, ela finalmente escolheu seguir a vida religiosa, animada por uma visão de Cristo sofredor. Após entrar para o convento, ela transcorreu treze anos de vida religiosa trabalhando na cozinha, jardim e portaria. Desempenhou todos os seus trabalhos com dedicação, humildade, discrição e disponibilidade.

Irmã Faustina morreu com apenas 33 anos, em 5 de outubro de 1938, em Cracóvia, consumida pela tuberculose. Em 22 de fevereiro de 1931, a Santa anotou em seu diário: “Estando na minha cela, vi o Senhor Jesus vestido com uma túnica branca: com uma mão abençoava e com a outra batia no peito e das suas vestes saíam dois grandes raios: um vermelho e o outro pálido […]”.

Em continuação ela escreveu: “Após alguns instantes, Jesus me disse: Pinte uma imagem do que você está vendo e escreva em baixo ‘Jesus, eu confio em vós’”. Quero que esta imagem seja venerada, antes de tudo, na capela de vocês e depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta imagem, jamais perecerá… porque eu mesmo a protegerei com a minha glória” (D. 47-48).

A imagem foi logo pintada e teve grande propagação, com as outras formas de culto à Divina Misericórdia, como Jesus havia pedido à Irmã Faustina: a festa da Divina Misericórdia, no primeiro domingo depois da Páscoa; a reza do terço da Divina Misericórdia; a oração da hora da Misericórdia às 15 horas.

A devoção a Jesus Misericordioso difundiu-se rapidamente na Polônia, logo após o falecimento da Irmã Faustina. Nos anos Sessenta, o arcebispo de Cracóvia, Dom Karol Wojtyła, promoveu o processo informativo concernente à vida e às virtudes de Faustina. Ao tornar-se Papa, João Paulo II presidiu à sua beatificação, em 18 de abril de 1993, e à canonização em 30 de abril de 2000.

Na mesma ocasião, anunciou também o Domingo dedicado à Divina Misericórdia (primeiro domingo depois da Páscoa). Santa Faustina foi um dos santos Padroeiros do Jubileu da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco.

 

São Benedito

O nome que significa ‘abençoado’, Benedito nasceu em um povoado da Sicília na Itália. Diz-se comumente ter nascido em 1526, mas fala-se também em 1525. Seus pais eram escravos vindos da Etiópia, África. Contudo, o filho nasceu livre.

Não aprendeu a ler ou escrever. Seu primeiro trabalho foi pastorear os rebanhos. Entre os fatos mais importantes que cercam a vida do santo, é o que as suas próprias imagens representam as esmolas de pão que se tornam flores.

Indo ao encontro dos mais necessitados na portaria do convento e tendo sido já anteriormente advertido pelo superior a não usar para esmolas o pão dos frades, ele foi surpreendido transgredindo essa ordem. Interrogado sobre o que levara escondido no hábito, ao abri-lo o pão havia se convertido em flores.

Benedito profetizou que quando morresse teria que ser enterrado às pressas para evitar problemas para seus irmãos. Depois disso, ficou gravemente doente e faleceu no dia 4 de abril de 1589, aos 65 anos de idade. Sua profecia se cumpriu: quando ele faleceu uma multidão invadiu o mosteiro para vê-lo, ou em busca de algum objeto seu ou um pedaço de sua roupa de monge causando problemas para o convento.

Na hora de sua morte ele disse com muita alegria: Jesus! Jesus! Minha mãe, doce Maria! Meu pai São Francisco! E morreu em paz. Seu corpo foi transladado para a igreja e exalava suave perfume. Exumado posteriormente, estava intacto, (incorrupto). Em 1611, o seu corpo foi colocado em uma urna de cristal na igreja de Santa Maria em Palermo, na Itália, para visitação e permanece até os dias de hoje.

 

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