O período de pesca artesanal da tainha terá início na sexta-feira da próxima semana, 1º de maio. A safra do pescado no Estado ocorre anualmente entre maio e julho. Desde 2000, a espécie é a principal fonte de renda da pesca industrial e artesanal. Em 2013, esse peixe foi reconhecido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como ameaçado de extinção.

De acordo com a coordenadora da União das Associações de Pescadores da Ilha (UAPI), Maria Aparecida Ramos, a Cida, neste ano Laguna terá 24 embarcações de pesca. Pescadores das comunidades Ponta da Barra, Campo Verde, Santa Marta Pequena, Passagem da Barra e Farol de Santa Marta se cadastraram para os trabalhos. Todas localizadas na região da ilha.

No calendário da pesca artesanal, o arrasto de praia tem início no dia 1º de maio. No dia 15 do próximo mês começa a Caça de Malha Anilhada, em alto mar, com embarcações de botes pequenos. No dia 1º de junho estará liberada a pesca industrial, feita por embarcações maiores e no dia 31 de julho, finaliza-se a temporada. Na região da Cidade Juliana cerca de três mil famílias sobrevivem exclusivamente deste trabalho.

A pesca de arrasto de praia – uma das modalidades artesanais – é centenária. Nela, os pescadores lançam uma rede ao mar, às vezes com auxílio de uma canoa, para depois puxá-la com a ajuda de vários homens. A rede pode medir de 100 a 600 metros de comprimento, com altura no centro entre 6 a 20 metros e extremidades de 2 a 10 metros de altura.

Em Laguna, por exemplo, a tainha é pescada em tarrafas nas encostas, nas praias e nos Molhes, com auxílio dos botos. Na região do Farol de Santa Marta, a captura se faz por meio de arrastão, com o cerco do cardume feito pelos barcos, onde um olheiro pescador visualiza os peixes do alto das encostas. As tainhas são vistas em cardumes, pois é uma característica da fecundação, onde as fêmeas lançam os óvulos no mar e estes se encontram com os espermas, e por isso elas nadam tão juntas.

Nesta temporada, as praias do Farol de Santa Marta (Cardoso, Cigana, Prainha e Praia Grande) deverão ficar fechadas para a prática do surfe durante a vigência dos Decretos Públicos que restringem a prática. A ação será apoiada e fiscalizado pelos surfistas e pescadores locais.

O acordo entre a coordenação de pescadores e da Associação de Surfe e Tow in do Farol de Santa Marta (ASTFSM), definiu que na temporada de pesca da tainha, as praias do Cardoso e da Prainha ficarão 100% fechadas para o surfe. Porém a modalidade poderá ser exercida na praia do Cardoso, quando ocorrer grandes ondulações, que proporcionará aos atletas o treino na modalidade Surfe de Ondas Grandes. Por outro lado, o surfe na Praia Grande e na Cigana será liberado durante a temporada de pesca da tainha, mas com maiores restrições.