A palavra Rosário no catolicismo significa ‘coroa de rosas’. Em outras palavras, um buquê de rosas ofertado à Nossa Senhora. Cada conta do rosário, uma Ave Maria, representa uma rosa dedicada à Mãe com carinho e esperança. O rosário é um instrumento de oração conhecido de muita relevância na vida do cristão católico.

Nossa Senhora do Rosário, para padre Rafael Uliano, é uma referência para a fé católica. “Além de ser a mãe de Jesus, esse título dado a ela refere-se a um convite para que também se reze o rosário”, explica.

Esta quarta-feira (7), é o dia de Nossa Senhora do Rosário. A data foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Na batalha em meio a recitação do Rosário, cristãos católicos resistiram aos ataques dos turcos otomanos os vencendo em combate.

No século XX, durante o auge da Primeira Guerra Mundial, Nossa Senhora veio em pessoa, lembrar aos homens que a solução para seus males estava ao alcance das mãos, nas contas do Rosário: “Rezai o Terço todos os dias para alcançar a paz e o fim da guerra”, repetiu ela aos três pastorzinhos, em Fátima.

Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse: ‘Sou a Senhora do Rosário’. E para atestar a autenticidade das aparições e a importância do Rosário, operou um milagre de grandeza nunca vista. Uma multidão de 70 mil pessoas presenciou o sol girar ao meio-dia, parecendo precipitar-se sobre a terra, retomando depois sua posição habitual. Milagres dessa magnitude foram encontrados apenas no Antigo Testamento.

Como surgiu o rosário

Os Monges irlandeses no século VIII, recitavam os 150 Salmos. Em 1208, Nossa Senhora do Rosário faz uma aparição à São Domingos de Gusmãona, na igreja Pruille. Ela pediu que ele propague a oração e deu a ele o rosário para substituir a recitação dos salmos, utilizados na época.

Como os leigos não sabiam ler, os monges ensinaram a rezar 150 Pai Nossos, que mais tarde foram substituídos por 150 Ave Marias. Assim, a devoção, começou a se espalhar pelo mundo.

De acordo com os registros os primeiros monges utilizavam pedrinhas para contar o número de orações vocais que realizavam. Para contagem o doutor da Igreja São Beda, havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.