Brasília (DF)

A Previdência Social fechou o primeiro trimestre com déficit de R$ 9,8 bilhões, número 17,2% menor que o do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 11,8 bilhões.

A redução se deu porque a arrecadação bateu mais um recorde e ficou em R$ 35,4 bilhões, nos três primeiros meses do ano. O resultado é 9,9% maior que os do ano passado, quando a arrecadação ficou em R$ 32,2 bilhões, de janeiro a março.

Os números foram apresentados ontem pelo secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer. Segundo ele, os resultados são frutos do bom momento do mercado de trabalho, com 200 mil empregos criados em fevereiro, e da diminuição dos gastos com benefícios.

“Não há nenhum sinal de descontrole, muito pelo contrário. Aparentemente, as despesas com benefícios estão se estabilizando no mesmo patamar do início do ano, mais o reajuste do salário mínimo, mais os demais benefícios, conforme projetado”, afirmou.

Schwarzer disse que a previsão do déficit para 2008 foi revista para menos. No início do ano, a projeção do ministério da Previdência Social era de R$ 44 bilhões de déficit e, de acordo com o secretário, estima-se agora que as despesas ultrapassarão a receita em cerca de R$ 42 bilhões.
Ele acrescentou ainda que a previsão do déficit da Previdência Social do Ministério da Fazenda é ainda inferior, de R$ 40 bilhões para este ano.

Fator previdenciário
O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou que o governo não tem nenhuma medida emergencial planejada caso o fim do fator previdenciário seja aprovado pela câmara dos deputados.

Schwarzer disse que, até o momento, nenhuma compensação com outro tipo de fator ou mesmo a possibilidade de veto presidencial foram discutidos até o momento. Mesmo assim, ele frisou que a queda do fator pode trazer conseqüências negativas no futuro.