Amanda Menger
Tubarão

Na noite do dia 22 para a madrugada de 23 de novembro do ano passado, o Rio Tubarão subiu 4,7 metros acima do nível normal. O volume assustou, já que, a partir de 5,2 metros, as áreas mais baixas de Tubarão começam a alagar. A elevação das águas disparou o alerta: é preciso redragar o rio. A última ação deste tipo ocorreu entre 1978 e 1982 e fazia parte do plano de contenção de cheias, do antigo Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), após a enchente de 1974.

Passado mais de um ano do susto, o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM), entregou ontem, ao prefeito Manoel Bertoncini (PSDB), o projeto de manutenção da calha do Rio Tubarão. Esse documento indica quanto é preciso retirar de areia do rio e quais os pontos mais críticos. Agora, é necessário buscar recursos para que a obra ocorra. O valor estimado é de R$ 80 milhões para extrair cerca de seis milhões de 6,831 milhões de metros cúbicos de areia, já que a calha está 40% assoreada entre a ponte Cavalcanti e a foz, em Laguna.

Como o valor é alto, a proposta é fazer primeiro os pontos críticos, o que demandaria R$ 25 milhões. “Só com recursos próprios do município a obra não sairá tão fácil do papel. Para conseguir as verbas em Brasília, temos que ir juntos e saber em qual porta bater”, argumenta o prefeito.
O projeto foi feito por técnicos do Deinfra e Cidasc. “Foi um trabalho conjunto. Em março, nos comprometemos a fazer e, em setembro, o pessoal apresentou os resultados”, diz Jairo. Além da batimetria, o projeto contempla também a escolha das áreas de bota fora e os encaminhamentos para a obtenção das licenças ambientais.