Wagner da Silva
Rio Fortuna

Apesar do dinheiro em ‘caixa’, os problemas nas secretárias de obras, agricultura e ação social preocupam o prefeito de Rio Fortuna, Silvio Heidemann (PP), e o vice, Celso Bloemer (DEM). Uma reunião ocorreu esta semana quando o primeiro balancete da administração foi apresentado à equipe de governo.

A precariedade com equipamentos e problemas para a construção de uma creche foram os dois pontos mais discutidos. Segundo o secretário de transportes e obras da prefeitura, Romirio Schueroff, a maioria dos equipamentos precisa de manutenção. É o caso de uma patrola, pela qual serão necessários mais de R$ 50 mil para a reforma. “É nossa principal máquina e não tem condições de executar nenhum serviço”, lamento o secretário.

Já na secretaria de agricultura e meio ambiente, sob o comando de Fabrício Willemann, não há carro para atender as 840 famílias da área rural do município. Outro problema da administração é voltado a pasta de ação social.

Foram deixados R$ 729 mil para a construção de uma creche. Outros R$ 221 mil devem ser depositados em breve. Porém, o custo total da obra será de aproximadamente R$ 1,2 mi. “O terreno precisa de terraplanagem. Há um desnível de 14 metros. Isso eleva os gastos. O pior é que o município não possui outra área, mais plana, para a obra”, lamenta o prefeito.

Casas populares: problema no projeto pode suspender obras
A construção de dez casas populares em Rio Fortuna poderá não sair do papel neste ano. Na última semana, o prefeito Silvio Heidemann (PP) reuniu-se com a diretora presidenta da Cohab, Maria Darci Mota Beck, e foi informado que existem problemas no projeto de execução das casas.

A área onde as edificações seriam erguidas é da prefeitura. Porém, o local não oferece o mínimo de infraestrutura. “Além disso, o prazo para estas obras encerra em maio deste ano. Não temos tempo nem para fazer as fundações das casas, quem dirá entregar tudo pronto”, lamenta o prefeito.

Os beneficiados que conseguiram um lote deverão continuar inseridos no programa habitacional do estado. Para os que não têm terra, os processos precisarão ser revistos.