Bertoldo Weber
São Ludgero

Com esquema de segurança realizado pela Polícia Militar, moradores de Morro do Cruzeiro e Mar Grosso, em São Ludgero, manifestaram-se durante a audiência pública conciliatória, esta semana, sobre a captação de água no Ribeirão Mar Grosso. O prefeito Ademir Gesing esclareceu algumas dúvidas, assim como integrantes do Samae de São Ludgero.

O juiz de direito da 1ª vara e diretor do Fórum da comarca de Braço do Norte, Fernando de Castro Faria, marcou uma reunião para dia 4 de março, em seu gabinete, com os presidentes das associações. Neste dia, será elaborado um termo que atenda às reivindicações de moradores e que garanta o abastecimento d’água na cidade. “Após, marcaremos outra audiência pública para apresentar o documento. Tudo será apresentado à comunidade. E ficou claro, na primeira audiência, que todos estão dispostos a um acordo”, garantiu Fernando.

O medo dos moradores é quanto à quantidade de água que será captada. Um técnico explicou que, se necessário for, o Samae de São Ludgero captará, no máximo, 30% do volume de água. Enquanto isso, mais de sete mil metros de tubos estão armazenados no pátio da prefeitura. Já foram investidos R$ 652 mil, de um total de R$ 862 mil. O convênio assinado com a Funasa garante repasse total, a fundo perdido, de R$ 800 mil e contrapartida do município de R$ 62 mil. Para deixar a captação d’água de Morro do Cruzeiro pronta para funcionar, faltam R$ 209 mil.

Segundo o diretor do Samae, Jackson Buss, os investimentos buscam garantir o abastecimento. “Tudo foi feito dentro das exigências da legislação, com pareceres técnicos. Não é o diretor ou funcionário do Samae que decidiu captar água do Ribeirão Mar Grosso, mas as análises técnicas. Sempre estivemos abertos e tentamos resolver o impasse”, conclui.