Zahyra Mattar
Tubarão

As obras emergenciais para remediar os prejuízos contabilizados com as chuvas em Tubarão estão a todo vapor. Mas existe um problema já foi discutido na cidade, mas nenhuma solução prática feita.

A retirada das árvores da segunda calha do Rio Tubarão é urgente. O alerta é feito há anos pelo hoje coordenador da Defesa Civil do município, José Luiz Tancredo. As plantas, erroneamente dispostas junto ao rio, podem tornar-se um problema.

Na verdade, já são. Por conta delas, muitos pontos das margens desbarrancam. As árvores tornam-se obstáculos para a água, que vai na direção nas margens e cava a terra. Exatamente como ocorria nas imediações da Fragoma, na margem esquerda.
Ainda: como não são plantas nativas, podem facilmente cair dentro do rio e ficar represadas em uma das pontes. "É preciso, urgente, uma parceria entre a prefeitura, o Ministério Público e a Fatma", defende Zé Luiz.

O relatório das áreas de risco na cidade, cuja elaboração é feita neste momento pela Defesa Civil e Unisul, apontará, entre outras circunstâncias perigosas, justamente esta necessidade.
Ao contrário do que se tem dito, o caso de desmoronamento ocorrido na semana passada na ponte do Morrotes não é motivado pelo rio, e sim pelo rompimento de uma rede de drenagem.
"Existem vários pontos onde isto pode ocorrer porque nestes locais a tubulação foi erroneamente construída junto à margem do rio", lamente Zé Luiz.

Trabalhos emergenciais prosseguem
Uma das prioridades da prefeitura de Tubarão no momento é garantir a reabertura dos acessos no interior do municípios, e recuperar a cabeceira da ponte Manoel Alves dos Santos, no bairro Morrotes, onde a rede de drenagem rompeu e ocasionou o desbarrancamento da margem.
A enorme cratera começou a ser preenchida com pedras e argila ontem. "Não há como precisar quando conseguiremos terminar este trabalho. Acredito que levaremos ainda algumas semanas", avisa o secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos.

Também ontem, as frentes de trabalho conseguiram finalizar a ponte de cinco metros de comprimento loteamento Itaitu, no bairro Caruru. A passagem no local era feita em cima da tubulação que canalizava um ribeirão, cuja estrutura foi carregada pela chuva.
Hoje, os trabalhos continuaram pelo interior do município. Não há mais nenhuma casa isolada, já que todos os acessos foram rapidamente recuperados. "São obras paliativas. As estradas não estão nas melhores condições, mas tudo será normalizado aos poucos. Temos muito trabalho pela frente", considera Nilton.