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O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira a primeira morte relacionada à variante do coronavírus, a ômicron. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro Boris Johnson. Ele fez um alerta contra a crença de que a nova cepa é menos mortal que as anteriores e fez um apelo a favor da vacinação.

“Infelizmente, foi confirmado que ao menos um paciente morreu com a Ômicron, então acho que a ideia de que esta é de alguma forma uma versão mais branda do vírus é algo que temos que deixar de lado”, afirmou durante uma visita a um centro de vacinação.

O chefe do Executivo anunciou nesse domingo que a partir de hoje o reforço contra a Covid-19 será oferecido a todos os maiores de 18 anos – desde que tenham se passado pelo menos três meses da segunda dose da vacina – para combater o avanço de infecções que se espera no Reino Unido.

Johnson advertiu hoje que “cerca de 40%” dos casos de Covid-19 que agora são registrados em Londres se devem à variante Ômicron, enquanto os hospitais do Reino Unido já começaram a receber pacientes infectados pela cepa e temem um colapso do sistema de saúde.

A variante ômicron da Covid-19 parece se propagar mais que a Delta, com sintomas mais leves, contornando a ação das vacinas, disse nesse domingo a OMS (Organização Mundial da Saúde), que destacou que esses dados são preliminares. A ômicron estava presente em 63 países em 9 de dezembro, informou a OMS em uma atualização técnica que confirma as declarações de seus funcionários nos últimos dias.

Segundo a OMS, a ômicron parece se espalhar mais rápido que a variante Delta, que até agora é responsável pela maioria das infecções no mundo. Esse avanço mais rápido não é exclusivo da África do Sul, onde a Delta é menos prevalente, mas também no Reino Unido, onde essa cepa é a dominante. Até o momento, a ausência de mais informações impede afirmar se a taxa de transmissão da ômicron se deve ao fato de conseguir contornar a imunidade, ao fato de suas características a tornarem mais transmissível ou a uma combinação desses dois fatores.

A OMS estima que “a ômicron deve superar a Delta nos lugares onde há transmissão comunitária”. Os dados ainda são insuficientes para estabelecer o nível de gravidade do quadro clínico provocado pela Ômicron, mesmo que até o momento os sintomas pareçam ser de “leves a moderados” tanto no sul da África como na Europa. Sobre as vacinas, os poucos dados disponíveis levam a acreditar que o perfil genético da ômicron “reduz a eficácia em relação à proteção do contágio”.

*Com informações do Correio do Povo