Brasília (DF)

O ministro de minas e energia, Edison Lobão, afirmou ontem que o tratado firmado entre Brasil e Bolívia prevê o pagamento de uma “multa pesada” ao Brasil caso o gás deixe de ser fornecido. Na tentativa de se esquivar, Lobão tratou de emendar a afirmação e disse que este assunto não será tratado agora.

“É muito cedo para isso. Primeiro, temos que restabelecer a situação que é mais urgente, essa questão da indenização, depois se resolve”, rechaçou.
Quarta-feira, a Transierra, responsável pela administração dos gasodutos entre ambos os países, confirmou uma redução em 10% do volume enviado ao Brasil devido a danos em trecho de um gasoduto.

Ontem, o percentual subiu para mais de 55% devido a um novo incidente envolvendo outro gasoduto.
Lobão disse ainda que, ao contrário do que previu o governo boliviano, o fornecimento de gás será 100% normalizado em dois ou três dias. Ainda conforme o ministro, nenhum plano de contingência será adotado imediatamente. No momento, a Petrobras desligou uma de suas térmicas o que é suficiente, garante Lobão.

O ministro disse que, caso haja novas interrupções, o governo adotará um plano de contingência que prevê: retirar todas as térmicas que funcionam a gás de propriedade da Petrobras e Eletrobrás; suspender a injeção de gás nos poços de petróleo (que é feita durante a exploração) por algum tempo e em alguns poucos poços e cortar o suprimento de gás para fábricas que têm condições de funcionar com diesel.