Amanda Menger
Tubarão

A paralisação dos professores ganhou mais adesões ontem. Em São Ludgero, 14 profissionais entraram em greve. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Estadual (Sinte) estimam que cerca de 130 professores fazem parte da mobilização na Amurel. “Com a adesão destes professores, teremos uma escola fechada na região. Aos poucos, a mobilização cresce. Estamos otimistas”, avalia a coordenadora regional do Sinte, Maria Aparecida de Farias, a Quinha.

O Sinte entrou na justiça com uma liminar preventiva para impedir o governo de descontar do salário os dias parados dos professores grevistas. “Se ganharmos esta ação, mais professores irão aderir ao movimento. Alguns estão receosos de fazer greve porque poderão ter o salário descontado”, argumenta.

O comando de greve estadual estará reunido para uma assembléia com a categoria hoje, a partir das 14 horas, em Florianópolis. A expectativa é que a paralisação seja mantida. “Algumas regionais tem 75% de adesão e isso incomoda o governo e vai forçá-los a reabrir as negociações”, analisa Quinha.

Reuniões
As denúncias de uso da força policial para coagir os professores a voltarem às atividades foram tema de duas reuniões ontem, na assembléia legislativa. Os peemedebistas Elizeu Mattos e Manoel Mota defenderam o governador e pediram que as denúncias fossem apuradas. O deputado Amauri Soares (PDT) confirmou as denúncias e afirmou que a ação foi determinada pela Central de Informações da Polícia Militar.

O presidente estadual do PP, Joares Ponticelli, afirma que o governo agiu de forma abusiva. “Trata-se de um governo autoritário, arrogante e ameaçador, e isso só poderia mesmo partir de um governador que, durante oito anos, foi servidor exemplar do famigerado Dops – a delegacia de ordem social do regime militar”, atacou Ponticelli.