Wagner da Silva
Braço do Norte

A ampliação do sistema de captação e distribuição de água em São Ludgero ainda gera polêmica. De um lado, a prefeitura e o Samae. Do outro, as comunidades de Morro do Cruzeiro e Mar Grosso, que juntas somam mil habitantes. A autarquia quer e tem recursos para construir a captação. Os moradores são contrários à obra.

No meio da discussão, está o magistrado Fernando de Castro Faria, juiz da 1ª vara cível e diretor do foro da comarca de Braço do Norte. Ele foi designado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina para ser o mediador na audiência pública que ocorrerá segunda-feira para tentar resolver o conflito amigavelmente.

O encontro é resultado da existência do Programa de Mediação de Grandes Conflitos Sociais do TJ.
A construção da unidade de captação de água para o abastecimento da cidade tem recursos a fundo perdido disponíveis junto à Funasa. O dinheiro, porém, corre o risco de ‘escorrer como água’ se não for utilizado a tempo (a verba é restituída à origem).

Na audiência, o juiz ouvirá ambas as partes a fim de estabelecer o equilíbrio das discussões.
A obra pleiteada pelo Samae de São Ludgero é motivo de desacordo na comunidade há vários meses. A autarquia possui todas as autorizações e documentos ambientais, segue à risca o que determina a legislação para construção da captação e da rede.

Ainda assim, a comunidade é contrária. O boato que surgiu é que a estação de captação coletará toda a água, ou seja, nem um filetezinho ficará fora dos canos. A audiência pública para definir uma solução para o problema ocorrerá às 18 horas, no salão comunitário da localidade de Morro do Cruzeiro.