Wagner da Silva
Braço do Norte

Após a polêmica em torno dos excessivos gastos da coleta de lixo em Braço do Norte (são quase R$ 100 mil por mês), os vereadores do município foram conhecer uma alternativa para tentar diminuir o valor. O grupo esteve em Grão-Pará, onde o sistema de coleta seletiva e reciclagem do lixo é executado. A intenção é sugerir que a prefeitura implante um sistema idêntico.

O engenheiro agrônomo e coordenador do projeto em Grão-Pará, Guilherme Nunes Bressan, explicou que a cidade de 3,5 mil habitantes produz 60 toneladas de lixo por mês. Com a coleta seletiva, mais de 60% do material é reaproveitado. “Apesar de não suprir os gastos, já que os preços dos recicláveis tiveram forte queda, o município acertou ao cumprir com o termo de ajuste conduta. Além de emprego, há reflexo direto sobre o meio ambiente”, considera o engenheiro.

Os materiais são recolhidos separadamente, tanto no centro como no interior do município. Todo o lixo é separado em três partes: rejeito, reciclável e orgânico. O primeiro é levado para um aterro sanitário, o segundo é novamente separado conforme as características. O material orgânico é vendido como adubo . O processo é lento, já que é necessário esperar a decomposição, mas também oferece bons resultados.

No caso de Braço do Norte, Guilherme enfatiza que, para o município absorver o sistema, deve organizar a coleta a partir de cooperativas. “A região é grande e precisa ser dividida em áreas. O processo deve ser terceirizado para que as pessoas estejam mesmo envolvidas”, sugere.
Conforme o cálculo do vereador Cleber Manoel da Silva (PP), com a implantação do sistema de coleta seletiva, Braço do Norte deverá economizar aproximadamente R$ 400 mil por mês.