Tubarão

A alta nos preços dos combustíveis tem se tornado a grande vilã para os brasileiros neste ano. No mês, o litro do combustível já subiu nove centavos, ou seja, 4,3% a mais do que custava no fim de agosto (R$ 2,1375). Para quem acredita que os reajustes terminaram, um novo aumento ocorrerá a partir desta quinta-feira (13) nas refinarias.

Depois de uma semana sem reajustes no preço da gasolina, a Petrobras anunciou nesta quarta-feira (12), um aumento de 1,02% no preço do combustível comercializado em suas refinarias.  A partir desta quinta, o litro da gasolina passará a custar R$ 2,2294, dois centavos a mais do que os R$ 2,2069 cobrados desde a quarta-feira da semana passada.

Em diversos postos de combustíveis da região da Amurel, o preço da gasolina varia entre R$4,22 até R$4,45. Questionados pelo Notisul se haverá aumento para o consumidor nesta semana, os funcionários não souberam responder. “Não há como afirmar agora. Também somos pegos de surpresa com o aumento, porém acreditamos que o repasse não deve chegar a população”.

A administradora Adriana Lima, de 48 anos, de Tubarão, reclama que a situação está cada vez mais complicada para manter o automóvel. “Utilizo o carro geralmente quando vou para o trabalho. Não há condições de comprarmos alimentos, pagar contas de energia elétrica, água e impostos e os combustíveis aumentando toda a semana, praticamente. A situação é lamentável”, desabafa.

Conforme Adriana, o que piora a situação é o sentimento de imponência que sente em relação a esses aumentos. “Não tem para quem reclamar. Até fazemos isso, mas para as pessoas ‘erradas’, que assim como eu questiona o motivo dos aumentos. Pouco mais de dois anos a população reclamava dos preços e não sabia que o que estava por vir era uma verdadeira catástrofe”, observa.

De acordo com a política de preços adotada pela empresa no final de junho, que passou a vigorar no dia 3 de julho do ano passado, reajustes podem ser aplicados a qualquer momento, até diariamente, desde que a variação acumulada no mês por produto esteja dentro da faixa de +7% ou -7%. Segundo informou a assessoria de imprensa da Petrobras, quando se atinge no mês mais de 7% ou menos de 7% de reajuste, o Grupo Executivo de Mercado e Preços da companhia se reúne e analisa se vai haver alguma correção.