Tubarão

Um rapaz de 22 anos morreu na manhã desta quarta-feira (9), em Tubarão, com suspeita de intoxicação. Rafael Maria Ribeiro chegou a ser internado na noite de terça-feira (8), no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), mas não resistiu.

Durante a tarde, foi levantada a hipótese de que a morte seria intoxicação por GNV, mas segundo o presidente da Associação das Convertedoras de Gás Natural, Layonn Volpato, essa não deve ter sido a causa, pois as substâncias componentes do gás natural são inertes no corpo humano, não causando intoxicação.

“É impossível. O GNV é mais leve que o ar. Em qualquer vazamento, ele iria subir para a atmosfera. Ele não entra. Não tem como te matar por estar respirando ele. Casos de vazamento a gente tem, respira, e nunca tivemos problema disso. Tanto que não tem nem insalubridade para quem trabalha com isso, porque é algo que não tem perigo”, afirma.

A causa da morte deve sair apenas em 30 dias, segundo o Instituto Médico Legal. O prazo alto é porque os exames vão para laboratório.

Rafael era representante comercial e morava no Morro Grande, em Sangão. Ele era casado e tinha um filho.

Entenda o casa

O gás natural não é quimicamente tóxico. Sua ingestão ou inalação acidental não provoca danos à saúde. 

Substâncias como o monóxido de carbono (CO), presente nos gases manufaturados e escapamentos de automóveis, e o cloro (Cl), utilizado largamente na industria, possuem a propriedade de se combinar com a hemoglobina do sangue animal e ocupar o lugar do oxigênio. É a hemoglobina que transporta o oxigênio do pulmão para o resto do corpo. 

Se esta é ocupada por outras substâncias, o oxigênio não alcança o corpo e provoca falência dos sistemas. As substâncias componentes do gás natural são inertes no corpo humano, não causando intoxicação.