A decisão do governo federal de suspender a instalação de novos radares e de rever a necessidade de aparelhos já em operação nas rodovias federais significará praticamente o fim da rede ainda existente.

Nas rodovias federais de Santa Catarina, 588 pontos já foram desativados. No Dnit, em Florianópolis, não informação de quantas faixas continuam sendo monitoradas “porque as empresas aos poucos vão retirando seus equipamentos”.

No Brasil, o sistema de fiscalização eletrônica encolheu de 5,5 mil pontos ativos, em julho de 2018, para cerca de 440 até março deste ano, ao longo dos 52 mil quilômetros de vias administradas pela União. Os dados foram levantados pelo jornal O Globo.

A maior parte dos pardais, como ao longo da BR-280, se tornou inativa porque os contratos de manutenção e funcionamento venceram, sem que o governo federal admitisse novos prestadores do serviço.

Em 7 de março, Bolsonaro disse pela primeira vez que cancelaria a instalação de novos equipamentos para combater o que chamou de “indústria da multa”. O governo federal ficou de analisar, ainda, em quais locais realmente os aparelhos são necessários.

De um lado esse argumento agrada parcela da população que vê absurdos como é o caso de radar a 40 ou 60 Km em plena rodovia. De outro, há temor que sem fiscalização o número de acidentes, foram quase nove mil no ano passado só nas rodovias de SC, aumente.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) considera que a presença dos radares contribuiu para redução de 24,7% no número de mortes nas vias federais entre 2010, quando o governo implantou o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade, e 2016. Passou de 7.083 para 5.333 óbitos no período. A quantidade de desastres também caiu, de 191.161 para 95.965, uma queda de 47%.