Racismo estrutural é o termo usado para reforçar o fato de que há sociedades estruturadas com base na discriminação que privilegia algumas raças em detrimento das outras. No Brasil, nos outros países da América do Sul e também norte-americano e nos europeus, essa distinção favorece os brancos e desfavorece negros e indígenas.

Desde o dia 25 do mês passado, a imagem do policial branco Derik Chauvin empurrando com o joelho o pescoço do homem negro George Floyd contra o asfalto até sufoca-lo, em Minneapolis tornou se um retrato icônico de racismo estrutural. Nesta terça-feira (30), a partir das 19h30, por meio de uma live os professores Maurício da Silva, Vanderlei Araújo, Zâmbia Osório e Aleida Cardoso, promovem a live Racismo Estrutural.Aleeida também é coordenadora da igualdade racial em Tubarão.  Link da live sobre Racismo Estrutural: https://global.gotomeeting.com/join/167024781
Link do download do programa: https://global.gotomeeting.com/install

De acordo com Maurício, o Racismo estrutural é um problema que existe, mas o devate estava adormecido até que ocorreu o assassinato com George Floyd. “O assassinato ocorreu nos Estados Unidos, mas vimos que os protestos ocorrem em várias cidades de muitos países. O objetivo era uma pauta de reivindicação, que é mudar a abordagem polícia e diminuir os recursos para a repressão. Vamos verificar o que diz a legislação brasileira com relação a questão do racismo e verificar as contribuições da educação como ela age para minimizar os efeitos do racismo e minar as suas estruturas. E se possível eliminar de vez”, enfatiza.

Por mais que as leis garantam a igualdade entre os povos, o racismo é um processo histórico que modela a sociedade até hoje. Uma prova disso é o contraste explícito entre o perfil da população brasileira e sua representatividade no Congresso. Enquanto a maior parte dos habitantes é negra (54%), quase todos (96%) os parlamentares são brancos. Outro dado relevante da violência contra a população negra é que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil.

O termo estrutural não significa dizer que o racismo é uma condição incontornável ou que a trilha antirracismo feita até aqui seja inútil. Muito pelo contrário. Mas, mais que entender que fazemos parte do sistema racista, é preciso que conversemos a respeito, pois o silêncio nos torna responsável por sua manutenção