Brasíla (DF)

A chegada da brasileira Andreia Schwartz, que teria colaborado para a renúncia do ex-governador de Nova Iorque, Eliot Spitzer, foi marcada por uma série de ações para facilitar o seu desembarque e despistar a imprensa. Na chegada ao Aeroporto de Vitória, um carro da Infraero a aguardava na pista para a sua retirada antes dos outros passageiros. Andreia não precisou passar pela área de desembarque e foi levada pela Infraero até um carro que a aguardava na lateral do aeroporto.

Segundo a assessoria da Infraero em Vitória, o órgão entendeu que era procedente tomar a atitude de desembarcar a passageira na pista para evitar possíveis danos à integridade física não só dela como dos outros passageiros. Como os veículos da Infraero são os únicos autorizados a entrar no pátio, Andreia foi recebida, levada até uma área remota do aeroporto, onde outros carros são autorizados, e então foi embora.

A brasileira negou na tarde de ontem que fizesse parte de uma rede de prostituição nos Estados Unidos. Ela disse, no entanto, que sabia que o governador tinha envolvimento com a prostituição. “Eu sabia o que as pessoas estavam fazendo, eu sabia que o governador era envolvido”, disse.

Andreia falou com jornalistas pelo telefone. Segundo ela, o seu trabalho era agenciar modelos e acompanhar pessoas importantes. Ela afirmou que o seu trabalho gerou inveja, o que fez com que fosse envolvida em um esquema que a levou para a cadeia.

“Se você for ver, nos EUA eu não fui acusada nem de tráfico nem de prostituição, ficou só a história da posse (de drogas). Há uma grande diferença. A pessoa pode possuir para usar. Porque, na verdade, eu nunca usei droga nenhuma. Os policiais colocaram droga na casa”, acusou.

Por cerca de um mês, ela permaneceu em um presídio onde ficam estrangeiros que aguardam a deportação. Nos Estados Unidos, cumpriu pena de um ano e meio de prisão por tráfico de drogas e por comandar uma rede de prostituição. Andréia seria uma informante do FBI na investigação que levou à queda do ex-governador de Nova Iorque, acusado de usar regularmente serviços de prostitutas.