Foto: Redes Sociais

Partidos e movimentos de esquerda se organizam para fazer frente às manifestações de apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro neste 7 de setembro. A Campanha Nacional Fora Bolsonaro está convocando protestos em várias cidades do país para o Dia da Independência.

São seis as principais reivindicações dos grupos de esquerda que vão às ruas no 7 de setembro:

– Impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
– Auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia.
– Apoio ao trabalho da CPI da Covid.
– Combate ao aumento da inflação e da fome.
-Oposição às privatizações e à PEC da reforma administrativa, defendidas pelo governo –  Bolsonaro.
– Soberania das instituições.

Quem está convocando a manifestação

Partidos políticos – Dentre os partidos de esquerda, PT, Psol, PSTU, PCB, Unidade Popular (UP) e PCO estão convocando seus seguidores para os atos contra o presidente. Já o PCdoB e PDT não estão se divulgando os protestos em suas redes sociais oficiais. Os organizadores explicaram  que a adesão desses partidos varia de acordo com a cidade.

Frente Brasil Popular – movimento composto por cerca de 80 organizações, dentre sindicatos, movimentos sociais sociais e partidos. Fazem parte, por exemplo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e partidos políticos de esquerda, como o PT.

A frente surgiu em 2015, para se posicionar contra o impeachment de Dilma Rousseff e contra as políticas de ajuste fiscal que vinham sendo impulsionadas pelo então ministro da Economia, Joaquim Levy. No manifesto de criação, o grupo também defendeu a reforma do judiciário, a desmilitarização das polícias militares, a reforma agrária e a “democratização dos meios de comunicação de massa” para que “o povo tenha acesso a uma informação plural”, entre outras iniciativas.

Frente Povo Sem Medo – A Frente Povo Sem Medo também surgiu durante o processo de impeachment de Dilma, reunindo movimentos sociais, estudantis, anticapitalistas e sindicais. As pautas que deram origem ao grupo são bastante semelhantes às da Frente Brasil Popular: enfrentamento às políticas de austeridade, enfrentamento ao conservadorismo, reformas populares e taxação dos ricos.

A diferença, segundo explicou o presidente da CUT na época, Douglas Izzo, é que a Frente Povo Sem Medo é “exclusiva de movimentos sociais”, enquanto a Frente Brasil Popular tem participação de partidos políticos. Na época, a Frente Povo Sem Medo era feroz crítica das políticas econômicas do governo, enquanto sua “irmã” tinha como prioridade denunciar o impeachment contra Dilma como um “golpe”. Um dos principais nomes da Frente Povo Sem Medo é o do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos.

Campanha Nacional Fora Bolsonaro – é um esforço desses grupos de esquerda para coordenar os protestos contra o governo de Jair Bolsonaro. Foram eles que estiveram à frente da organização das últimas mobilizações nacionais contra o presidente, que ocorreram em 29 de maio, 19 de junho e 24 de julho.

Há mais de 100 organizações sociais e partidos de esquerda envolvidos, diz o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, integrante da campanha. Entre essas organizações estão: Coalizão Negra por Direitos, União Nacional dos Estudantes (UNE), a CMP e a Uneafro Brasil.

A Articulação Povo na Rua – criada há poucos meses, também promove atos contra Bolsonaro. Em suas redes sociais, o grupo, que considera o presidente um “neofascista”, está anunciando os horários do começo das manifestações em várias capitais.

Protestos contra Bolsonaro se somam ao Grito dos Excluídos

zA Campanha Fora Bolsonaro vai se somar ao 27.º Grito dos Excluídos, promovido anualmente em 7 de setembro pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e por outras organizações sociais. O tema deste ano será  “Vida em Primeiro lugar: Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

“O Grito dos Excluídos acontece há 21 anos no 7 de setembro, com pautas variadas. Neste, é por renda, comida, trabalho, moradia. É dever da oposição, dos democratas, estarem na rua ao lado do povo neste momento de dificuldade e deixar claro pelo que lutamos”, tuitou Gleisi Hoffmann, deputada federal e presidente do PT.

*Com informações da Gazeta do Povo

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