Karen Novochadlo
Tubarão

O número de casos registrados este ano pelo Centro de Atendimento Especializado em Saúde (Caes) de tuberculose no município de Tubarão manteve-se estável. Em 2009, foram contabilizados 43 doentes, e este ano 42, até terça-feira.
Este ano, duas pessoas morreram em hospitais de Tubarão, com a doença, uma residente no município e outra de Sangão.

A assistente social do Caes Susan Karla Peruchi alerta para a importância de se fazer o exame. “Um grande percentual dos casos é descoberto no hospital. Muitas vezes, a pessoa ocupa um leito que não precisaria se a doença tivesse sido descoberta a tempo”, reforça.

Na última década, o perfil da doença mudou. “Hoje, percebemos muitos alcoolistas, usuários de crack, portadores de HIV”, aponta a assistente social. O motivo é que a tuberculose é mais fácil de ser contraída por pessoas com baixa imunidade, que é o que ocorre com os casos citados. Grávidas também estão no grupo de risco.

Uma pessoa contaminada pode disseminar para outras 20 a doença – que pode levar à morte quando não tratada. O tratamento é longo e leva até seis meses. E, por causa disso, muitos desistem antes de serem completamente curados. Este fato cria superbactérias.

Tubarão ainda não registrou nenhum caso de uma tuberculose resistente, contudo, já foram 21 em Santa Catarina. Ainda não foi descoberta uma droga que possa exterminar essas bactérias.

70 mil
casos novos de tuberculose surgem por ano no Brasil. Em Santa Catarina, são cerca de 28 casos a cada 100 mil habitantes, com a menor taxa de mortalidade do país, de 0,9.

Como se transmite?
A tuberculose é transmitida pelo ar. Quando uma pessoa infectada espirra, o doente expele as bactérias nas gotas de saliva